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    O DESTINO DE UMA NAÇÃO

    Gary Oldman assume a trama com uma individualidade gritante, deixando o restante do elenco e o enredo em segundo plano, e isso é incontestável, mas não um grande erro
    Por Thamires Viana
    10/01/2018

    Cinebiografias se tornaram comuns em Hollywood e prova disso é a variedade de filmes que abordam a vida e obra de políticos, músicos ou personalidades da mídia ano após ano. Em O Destino De Uma Nação, filme dirigido por Joe Wright (Desejo E Reparação), a cara de biografia é evidente.

    Gary Oldman (O Espião Que Sabia Demais), ganhador do Globo de Ouro 2018 pelo papel, vive Winston Churchill, um importante político que assume o cargo de primeiro-ministro britânico durante um delicado momento da Segunda Guerra Mundial. Sua grande missão é assinar o quanto antes um acordo de paz com a Alemanha para impedir uma invasão à Inglaterra.

    Quem assistiu Dunkirk, dirigido por Christopher Nolan, poderá reconhecer a história, já que o longa aborda o resgate dos soldados aliados pelo mar da praia de Dunkirk, enquanto a nova trama traz como foco os bastidores de desespero dos políticos enquanto Hitler deixava sem saída o exército inglês.

    No início do longa somos apresentados à Elizabeth Layton (Lily James - Cinderela), uma jovem secretária contratada para trabalhar com Churchill e que logo de cara, é contestada e humilhada pelo duro político enquanto escreve um telegrama ditado por ele. É provável que nas primeiras cenas o espectador acredite que a história será vista pelo olhar da moça, mas é um grande engano. O personagem de Oldman assume a trama com uma individualidade gritante, deixando o restante do elenco e o enredo em segundo plano, e isso é incontestável, mas não um grande erro.

    Com toda uma tensão que corre por seus 125 minutos, o filme apresenta a história de maneira leve, sem grandes cenas de ação ou foco direto na guerra. O que vemos em O Destino De Uma Nação, é a forma didática na qual o roteiro se agarra para entregar com precisão um momento crucial e histórico para a humanidade. Exemplo disso são as tomadas engraçadas vindas do político que levava fama de um rabugento nada querido por seus companheiros de partido. A cena onde ele aprende o significado de um "V de Vitória" é uma das mais cômicas. O homem só perde sua voz e amansa quando é encurralado por sua mulher Clementine (Kristin Scott Thomas).

    Outro ponto que faz do personagem um grande foco do longa é a sua caracterização. É possível que por alguns momentos passe completamente despercebido que o verdadeiro Churchill não está em cena, tamanha é a semelhança de Oldman com o homem após incontáveis horas de maquiagem e um resultado incrível, deixando o ator totalmente irreconhecível. Não é a toa que o filme lidera as indicações ao Prêmio do Sindicato dos Maquiadores e Cabeleireiros, e que seja um dos nomes cotados para o Oscar 2018.

    O Destino De Uma Nação é um filme para se contemplar, seja a história, as atuações ou os trabalhos visuais. Vale a pena garantir a sua pipoca e conferir uma trama que te deixa à vontade para sair dos cinemas discutindo ou admirando essa obra.