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    O DIA DEPOIS DE AMANHÃ

    Por Celso Sabadin
    28/05/2004

    É simples: quem gostou de Independence Day provavelmente vai gostar de O Dia Depois de Amanhã. Quem não gostou daquele, também não vai gostar deste. É impressionante como Independence Day e O Dia Depois de Amanhã são iguais. Gêmeos idênticos. Troque a ameaça alienígena pela fúria da natureza e temos basicamente o mesmo filme. Ou o mesmo "produto" como preferem os marqueteiros do cinema.

    Pessoalmente, gosto muito destes dois filmes dirigidos pelo alemão Roland Emmerich. Claro que jamais serão grandes clássicos do cinema, mas são entretenimento a toda prova e cumprem o que prometem: envolvem, entretém, dominam a técnica dos efeitos especiais e proporcionam um cinema-espetáculo sem nenhuma pretensão intelectual. Puramente escapista. Nada contra. Emerich sabe como manipular as emoções da platéia. Sem problemas: Hitchcock - guardadas as monumentais proporções - também não sabia?

    A trama - rasa como um pires - mostra a revolta da natureza contra os desmandos e maltratos que o homem cometeu nas últimas décadas. O aquecimento global provocou uma reviravolta no clima e nosso planeta entrará numa nova Era Glacial. Não importa muito saber como. Importa, sim, ver novamente como Emmerich trata o tema: uma hecatombe mundial vista sob o prisma de alguns grupos de personagens unidos por laços familiares e/ou de amor e amizade. Igualzinho a Indepedence Day. O personagem de Dennis Quaid, neste segundo filme, é praticamente o mesmo de Jeff Goldblum, no primeiro. Lembra da cena do cachorro pulando do fogo no último instante em Independence Day? Fizeram igualzinho, com o mocinho salvando a mocinha de uma onda gigante, em plena Nova York. Bobeou, é na mesma rua! Tem até o Presidente dos Estados Unidos no meio da história toda. É clássica também a situação do especialista no assunto que alerta a autoridade local (no caso, o vice-presidente dos EUA), que por sua vez acaba não tomando as devidas providências, quer por capricho político, quer por incompetência. Todos os filmes-catátrofe têm isso. Lembram de Tubarão? E do ataque ao World Trade Center? Então...

    Bom, O Dia Depois de Amanhã não tem Will Smith, e isso é uma pena. Também fica um pouco difícil de entender como as águas que inundam Nova York podem ser tão límpidas e cristalinas. Acho que faltou uma consultoria da prefeitura de São Paulo, mas tudo isso é detalhe. Se o cinema é a arte da ilusão, o filme engana muito bem!