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    O DIA DO TERROR

    Por Celso Sabadin
    22/05/2009

    Cinco amigas patricinhas ridicularizam um garoto desengonçado durante um baile de escola. Dez anos depois, as mesmas meninas começam a receber mórbidos cartões de Dia dos Namorados, ameaçando-as de morte. Começa a inevitável sucessão de assassinatos sanguinolentos que fazem a alegria dos adolescentes adoradores de pipoca, no escurinho do cinema.

    Dizer que O Dia do Terror segue a linha de Pânico e Lenda Urbana seria cometer uma terrível injustiça. Contra Pânico e Lenda Urbana. O Dia do Terror é – de longe – o pior exemplar do chamado horror teen, gênero que inclui ainda Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado. O roteiro de Donna Powers e Wayne Powers (autores também do péssimo Do Fundo do Mar) é desconexo e sem sentido, com personagens entrando e saindo da trama sem a menor função. Casos, por exemplo, do pai e da madrasta de Dorothy (Jessica Capshaw), que não dizem a quem vieram, e do artista plástico Max (Johnny Whitworth), cujo corpo violentamente assassinado sequer é encontrado até o final da história.

    O desfile sem sentido de mortes cruéis passa pela tela de forma desencontrada e gratuita. O filme passa a impressão de ter sido “tesourado” por um produtor insatisfeito, que teria eliminado algumas cenas aleatoriamente para tornar a trama mais ágil e comercial. E acabou cortando também algum sentido que a história porventura viesse a ter.

    O diretor australiano Jamie Blanks fez o que parecia impossível: um trabalho pior que seu filme anterior, o já fraquinho Lenda Urbana.

    6 de junho de 2001
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rede Bandeirantes de Televisão, Canal 21, Band News e Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. celsosabadin@cineclick.com.br