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    O ESCORPIÃO DE JADE

    Por Celso Sabadin
    22/05/2009

    Depois do hilariante Trapaceiros, Woody Allen erra feio em O Escorpião de Jade, tentativa de reviver o clima das comédias americanas dos anos 40, com diálogos rápidos e inteligentes. Uma tentativa mais do que frustrada. Faltaram, acima de tudo, os diálogos que deveriam ser rápidos e inteligentes.

    Allen faz o papel de Briggs, um inteligente investigador de seguros que resolve seus casos à moda antiga, com faro e intuição. Ele bate de frente com sua colega de trabalho Betty (Helen Hunt, num papel semelhante ao que viveu em Do Que as Mulheres Gostam), uma profissional de métodos mais modernos que, além de tudo, é amante do patrão. A oposição entre os dois deveria render um clima de tensão divertida, a la Spencer Tracy versus Katherine Hepburn. Não rende. Certo dia, Briggs e Betty são hipnotizados para cometer fraudes contra a própria companhia onde trabalham. E a partir daí o filme desanda.

    O Escorpião de Jade é uma comédia sem brilho, de situações desinteressantes, que não parece ter sido escrita pelo quase sempre genial Allen. Ainda que seus filmes não sejam grandes sucessos de bilheteria, este extrapolou pelo lado negativo: custou US$ 26 milhões e faturou menos de US$ 8 milhões nas bilheterias americanas. Má notícia para Steven Spielberg, um dos produtores do filme, através de sua empresa, a Dreamworks.

    17 de julho de 2002.
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. celsosabadin@cineclick.com.br