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    O EXÓTICO HOTEL MARIGOLD 2

    Sequência leve oferece poucas reviravoltas dramáticas
    Por Daniel Reininger
    06/05/2015

    O Exótico Hotel Marigold é um filme leve e divertido que, sem grandes pretensões, consegue preencher 2 horas de um feriado chuvoso sem grande esforço. Com elenco britânico repleto de grandes nomes, o longa custou pouco e agradou - típico resultado que faz produtores pensarem na próxima ação lógica: sequência. Adicione dois atores norte-americanos, um deles Richard Gere, mostre o desenvolvimento dos personagens queridos e coloque uma pitada de intriga, comédia e, voilà, temos uma continuação que é exatamente mais do mesmo.

    Como a história é agradável e os personagens interessantes, isso não chega a ser um problema grave. Dessa vez, ao invés de buscar formas de relaxamento na Índia, os protagonistas decidiram viver e trabalhar no país. Douglas (Bill Nighy) virou guia turístico de monumentos que mal conhece, Madge (Celia Imrie) e Norman (Ronald Pickup) trabalham no restaurante que é o local de encontro de todos, Evelyn (Judi Dench) caça tecidos exóticos e Muriel (Maggie Smith) coadministra o hotel que se tornou um sucesso tão grande que seu ambicioso sócio, Sonny Kapoor (Dev Patel), pretende expandir os negócios e criar uma franquia.

    Para isso, procura uma rede norte-americana de hotéis e, após uma bizarra reunião na qual o assunto principal é a maneira apropriada de servir chá (pois é), fica combinado que um agente do grupo se hospedará no hotel secretamente para avaliar a viabilidade do projeto. Esse é o pano de fundo para novas confusões de Patel, porém, a trama gira mesmo ao redor dos relacionamentos dos amigos e casais da terceira idade residentes do Exótico Hotel Marigold, afinal, o longa é uma despreocupada comédia romântica.

    John Madden cria uma narrativa leve e fluida do início ao fim, com trama simples e capaz de causar risadas. O elenco afiado e bem entrosado ajuda o trabalho do diretor, que acertou também ao trazer Richard Gere. Claro que o longa não foge de clichês e até mesmo momentos dispensáveis. Por exemplo, todo o arco de Patel é irritante, com o personagem perdendo todo o carisma construído no primeiro filme para se tornar um empresário amador e infantil. Sorte os veteranos dominarem a trama.

    Para um filme praticamente sem possibilidades para uma sequência, Madden encontra uma história interessante para contar e ainda consegue fugir do óbvio em diversos momentos. Além disso, é ótimo ter a chance de rever personagens com os quais nos importamos tanto no primeiro filme. Claro que a fotografia de Ben Smithard ajuda a criar a atmosfera exuberante, assim como a trilha sonora, capaz de acompanhar o ritmo dos acontecimentos e dar o tom exótico e romântico necessário.

    Assim como o primeiro, O Exótico Hotel Marigold 2 é um filme feito para assistir e relaxar. Não existem grandes momentos de tensão na trama e os acontecimentos parecem ter o simples propósito de mostrar o dia a dia desses personagens que estão em uma nova etapa de suas vidas. Além de arrancar risadas quando possível com situações inusitadas e humor sutil, óbvio. O longa pode ser simples e repleto de clichês e, por isso, pode não agradar a todos, mas certamente isso não vai acontecer por falta de carisma. Mérito do ótimo elenco e da simpática história.