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    O EXTERMINADOR DO FUTURO: A SALVAÇÃO

    Por Angélica Bito
    03/06/2009

    Quarto filme da série Exterminador do Futuro, iniciada em 1984, O Exterminador do Futuro: A Salvação dá um viés totalmente diferente à franquia, sem deixar de explorar os mesmos elementos que fizeram a fama da série protagonizada por Arnold Schwarzenegger.

    Aliás, a ausência do atuar governador do Estado da Califórnia neste quarto filme é o mote que o torna diferente dos filmes anteriores. Nesta nova aventura, ambientada em 2018, o líder da resistência John Connor (Christian Bale) tem a missão de defender o jovem Kyle Reese (Anton Yelchin, o tripulante russo de Star Trek, ganhando bom destaque no elenco), evitando sua morte pelas mãos das máquinas da Skynet, empresa que está sempre empenhada em dominar o planeta por meio de seus violentos e cada vez melhor desenvolvidos robôs. Nessa missão, Marcus Wright (o pouco conhecido e competente Sam Worthington) aparece como um possível aliado.

    Claro que nesta trama há muitas voltas e entremeios que cabe ao espectador descobrir. O que é possível dizer sobre este novo filme da série é que ele investe pesado nas cenas de ação, dirigidas de forma competente por McG (As Panteras: Detonando). Se a ideia é renovar, alguns elementos, espécies de piadas internas para os fãs da franquia, foram preservadas em O Exterminador do Futuro: A Salvação. Um deles é a música You Could Be Mine, dos Guns’n Roses, que esteve na trilha de O Exterminador do Futuro 2, e a emblemática frase I’ll be back (“eu voltarei”). Schwarzenegger, no entanto, recusou atuar no filme, mas McG não deixou barato e colocou digitalmente na Skynet um ciborgue com a aparência do ator no primeiro filme da série. Além disso, Linda Hamilton – que interpreta a mãe de Connor – também aparece neste novo filme, mas somente em voz.

    O Exterminador do Futuro: A Salvação mantém os elementos narrativos que construíram as tramas anteriores, embora tenha a intenção clara de renovar a franquia depois do não muito bem-sucedido O Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas - com orçamento de US$ 200 milhões, rendeu US$ 150 nas bilheterias dos EUA. Tática que não deu muito certo em resposta nas bilheterias, já que, com o mesmo orçamento do filme anterior, estreou nos EUA faturando somente R$ 52 milhões no primeiro fim de semana. Mesmo assim, o próximo filme da franquia está a caminho, sendo previsto para estrear em 2011, ainda sob a direção de McG.

    De fato, O Exterminador do Futuro: A Salvação tem excelentes cenas de ação, que prendem a atenção do espectador de forma bem-sucedida. O roteiro mostra algumas soluções criativas para a complicada trama que envolve um futuro apocalíptico e um herói que, como sempre, tem o objetivo de salvar a humanidade (e Christian Bale se sai bem na função de incorporar esse tipo de personagem). No entanto, quando o longa realmente abraça essa mensagem mais virtuosa, digamos, escorrega. Na conclusão, despenca e acaba deixando o espectador com sabor de decepção por conta do final mal resolvido.