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    O EXTERMINADOR DO FUTURO: DESTINO SOMBRIO

    Por Daniel Reininger
    30/10/2019

    Apesar dos sacrifícios de Sarah Connor, o destino da humanidade está novamente em risco, por isso ela está de volta em O Exterminador Do Futuro: Destino Sombrio. O novo filme é o melhor da franquia desde T2 – O Julgamento Final, afinal, retoma características marcantes e ainda redefine as coisas de maneira empolgante, sempre com muita ação e bom-humor, e momentos que capturam o espírito e o ritmo dos filmes de James Cameron.

    Os dois primeiros longas funcionam porque são sobre Sarah Connor, enquanto Arnold Schwarzenegger aparece de forma criteriosa como vilão na obra de 1984 e como figura heroíca distante no segundo filme, mas sempre como coadjuvante, enquanto nas sequências ou foi o centro da história ou apareceu apenas como uma recriação digital rápida (no quarto filme).

    Destino Sombrio faz a mesma coisa que os longas originais, com Linda Hamilton em uma versão mais velha e cansada de Sarah e, novamente,  no centro da história. E ela não está sozinha, afinal, encontra uma nova personagem que cumpre a mesma função de sua personagem de 1984. Ambas ainda recebem a ajuda de uma humana protetora vinda do futuro, num típico roteiro de passagem de bastão para uma nova geração.

    O mais legal é que Linda Hamilton e Arnold Schwarzenegger ainda mantém o carisma de décadas atrás. Sarah, em particular, surpreende pelo vazio de sua vida e pela forma como usa como combustível a amargura de ter salvado o mundo, pagado caro por isso e ainda ter ficado sem o final feliz que queria. Por sinal, o futuro mudou, mas o destino da humanidade ainda é de extermínio.

    Por incrível que pareça, Schwarzenegger volta bem mais humano como T-800. O personagem lida com uma interessante dicotomia entre o que é ser máquina e um homem. Entretanto, para seu retorno fazer sentido, afinal, foi derretido no final de T2 – O Julgamento Final, o roteiro precisa dar uma forçada de barra. Pode ser nesse momento que o longa perca boa parte do público.

    Independente disso, é bom avisar que a trama está repleta de nostalgia e mistura momentos dos filmes de 1984 e 1991, mas com efeitos criados pela tecnologia atual. Além disso, o longa apresenta algumas mudanças interessantes que podem fazer com que a franquia siga em frente de forma mais natural, sem depender tanto de Schwarzenegger e sem precisar rodar sempre em volta do mesmo tema. Na pior das hipóteses, é um filme que encerra bem a história de T-800, Sarah e John Connor.

    O filme de Tim Miller (Deadpool) usa de forma inteligente tudo o que funcionou nos dois primeiras longas de James Cameron e também traz uma nova série de personagens e circunstâncias para desafiar e divertir os fãs da saga. Se não der início a uma nova trilogia, ao menos, O Exterminador Do Futuro: Destino Sombrio consegue servir como um capítulo final adequado para os dois filmes originais dessa tão amada e confusa série.