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    O FANTASMA DA ÓPERA (2004)

    Por Felippe Toloi
    22/05/2009

    Nunca considero o cinema o meio mais adequado para manifestações musicais. Mas, nos últimos anos, Hollywood vem apresentando alguns produtos do gênero que fazem com que eu "morda minha língua", como Moulin Rouge - O Amor em Vermelho (2001), Chicago (2002) e, agora, O Fantasma da Ópera.

    O que vemos nesta adaptação do romance escrito por Gaston Leroux, em 1908, e produzida por Andrew Lloyd Webber, é um divino trabalho de arte, com fotografia e figurinos exuberantes. Com méritos, foi indicado a três categorias no Oscar em 2005: Melhor Direção de Arte, Fotografia e Canção Original.

    A trama conta a história de um gênio musical, Erik (Gerard Butler), que vive nos porões da Companhia de Ópera de Paris, no século 19. Solitário, possui o rosto desfigurado. Por isso, usa uma máscara pra proteger sua identidade. Para que tenha suas vontades atendidas, o fantasma ameaça lançar um castigo sobre os membros da companhia caso desobedeçam suas imposições.

    O fantasma apaixona-se pela jovem Christine (Emmy Rossum), que substitui a antiga soprano Carlotta (Minnie Driver), após um chilique. Encantado, ele empenha-se em transformar Christine na maior estrela da companhia. Ao mesmo tempo em que a ajuda sendo seu professor, exerce um estranho controle sobre a mente da jovem. O dilema de Christine aumenta quando reencontra Raoul (Patrick Wilson), um amigo de infância com o qual inicia um romance.

    Para quem não aprecia musicais, como Jesus Cristo Superstar (1976) e Evita (1996), O Fantasma da Ópera é maçante. Outro ponto negativo é que este longa não tem conteúdo e dinamismo, guardando seus momentos de tensão somente para o final. Já a trilha sonora é poderosa e prende o espectador durante a maior parte do tempo. As canções inspiradíssimas e os órgãos de tubos são aliados à ambientação sombria de forma brilhante. A performance de Emmy Rossum como cantora é ótima, mas sua atuação deixa a desejar. O mesmo pode ser dito do restante do elenco, provavelmente por que, na seleção dos atores, deu-se prioridade às qualidades musicais dos candidatos, todos com forte formação na área - exceto por Minnie Driver, a única do elenco que foi dublada. Nesse sentido, destaca-se apenas a direção de Joel Schumacher (de Batman Forever e Batman & Robin).

    O Fantasma da Ópera é um filme belo, poético e muito bem produzido. Vale gastar seus trocados, por mais que a experiência de assistir a uma ópera no cinema por mais de duas horas seja entediante demais.