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    O GRANDE MESTRE

    Filme é espetáculo visual de trama um tanto confusa
    Por Roberto Guerra
    13/04/2014

    Fã declarado de kung fu desde a infância, o cineasta Wong Kar Wai (como À Flor da Pele e Felizes Juntos) faz sua homenagem à arte marcial sem deixar de impor sua marca autoral. Como de costume nas obras de Kar Wai, O Grande Mestre tem trama fragmentada, cenas estilizadas, muita câmera lenta e aborda temas recorrentes em sua obra, como o amor impossível, tradição e honra.

    Nada disso, no entanto, impede Kar Wai de deitar e rolar em cima dos tradicionais clichês dos filmes de kung fu. O pau come do começo ao fim da trama em lutas coreografadas ao melhor estilo Matrix – o coreógrafo das cenas de luta, inclusive, é o mesmo da franquia estrelada por Keanu Reeves.

    O Grande Mestre é ambientado entre os anos 1930 e 1950 na China. O personagem central é Ip Man (1893-1972), um dos maiores mestres de kung fu do país, conhecido no ocidente por ter sido o professor de Bruce Lee. O filme acompanha suas desventuras durante a ocupação japonesa daquele país, quando o herói se nega a colaborar com os invasores.

    Paralelamente, a trama revela a relação amorosa nunca efetivada de Ip Man com Gong Er (Zhang Ziyi, de O Tigre e o Dragão), filha de seu mestre. O vínculo dos dois começa conflituoso, mas em meio a uma luta coreografada, quase um balé, surgem indícios de atração. O que era apenas combate vira também jogo de sedução numa das boas sequências do filme.

    A narrativa fracionada de Kar Wai acaba por tornar o filme confuso, principalmente no que tange a questões históricas como o separatismo entre o norte e sul da China e a invasão dos japoneses. Biograficamente, também revela pouco sobre quem foi Ip Man. Vale mesmo pelo arrebatamento visual que apresenta, tanto cenográfico quanto nas acrobáticas e prodigiosas cenas de combate.