O GUIA DO MOCHILEIRO DAS GALÁXIAS

O GUIA DO MOCHILEIRO DAS GALÁXIAS

(The Hitchhiker's Guide to the Galaxy)

2005 , 110 MIN.

10 anos

Gênero: Comédia

Estréia: 03/06/2005

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Garth Jennings

    Equipe técnica

    Roteiro: Douglas Adams, Karey Kirkpatrick

    Produção: Gary Barber, Jay Roach, Jonathan Glickman, Nick Goldsmith, Roger Birnbaum

    Fotografia: Igor Jadue-Lillo

    Trilha Sonora: Joby Talbot

    Estúdio: Spyglass Entertainment, Touchstone Pictures, Walt Disney Pictures

    Montador: Niven Howie

    Distribuidora: Columbia TriStar

    Elenco

    Aron Freeman, Bill Bailey, Bill Nighy, Cecily Fay, Danny Blackner, Hayley Burroughs, Ian Kay, Ian McNeice. Elen Mirren, John Malkovich, Martin Freeman, Mason Ball, Mohsen Nouri, Mos Def, Nikki Bond, Oliver Parham, Sam Rockwell, Sarah Bennett, Stephen Fry, Warwick Davis, Zooey Deschanel

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Você sabia que toda aquela coreografia aquática que os golfinhos fazem em parques aquáticos é pura fachada? Que a poesia é usada por seres extraterrestres para torturar terráqueos? Que existe um peixe que, quando colocado no ouvido, é capaz de traduzir qualquer língua? Não? Então, assista à absurda e deliciosa comédia O Guia do Mochileiro das Galáxias e dê algumas boas risadas com essa e muitas outras teorias malucas relacionadas à vida extraterrestre.

    Arthur Dent (Martin Freeman, de Simplesmente Amor) é um cara bem comum. Um dia, mal tira seu roupão e tudo parece estar perdido: sua casa está prestes a ser demolida pela prefeitura para que em seu lugar seja construída uma estrada. Mas isso é somente o começo de uma série de situações completamente absurdas. Afinal, a destruição de sua casa não é o pior da história, mas sim que, em poucos minutos, as criaturas extraterrestres Vogons pretendem destruir o planeta Terra para construir uma via intergaláctica. O único que sabe disso é seu amigo Ford Prefect (Mos Def), um extraterrestre disfarçado de ator decadente, e é ele que leva Arthur a uma viagem espacial.

    Pegando carona na nave Coração de Ouro, os dois se unem a uma peculiar trupe. Tem o adorável robô Marvin (voz de Alan Rickman), cuja cabeça é grande e pensante demais para torná-lo qualquer coisa além de um depressivo; Zaphoo (Sam Rockwell), o presidente da Galáxia que é muito malvestido e não muito esperto, mas tem um carisma como poucos; o próprio Ford e Trillian (Zooey Deschanel), uma bela terráquea que Arthur havia conhecido alguns dias antes em uma festa a fantasia. Juntos, a bordo da Coração de Ouro, eles embarcam numa aventura a fim de se salvar de uma série de trâmites que acontecem ao longo do caminho. E, claro, guiados pelo livro mais vendido da galáxia, o Guia do Mochileiro das Galáxias, que dá dicas aos "caronistas intergalácticos" - a mais precisa delas é não entrar em pânico.

    O Guia do Mochileiro das Galáxias é bem engraçado, especialmente para os que são capazes de rir da própria cara. Porque é exatamente o que esta comédia inglesa faz. O narrador (que, na versão brasileira, é dublado por José Wilker) não pensa duas vezes antes de falar mal de terráqueos. Afinal, trata-se do ponto de vista de um livro extraterrestre. Além disso, o tempo todo o filme brinca com essa nossa "mania" de sempre querer respostas a todo momento, sem ao menos saber a pergunta. Aqui, o mundo não é dominado por presidentes caipiras, mas sim por seres um pouco menores e mais desprezados. A inteligência não é o forte dos humanos e, também por isso, os Vogons não pensam duas vezes antes de destruir o planeta. Afinal, o que eles estão perdendo com isso? Aqui, Deus não existe. Deus não criou a Terra, mas sim um arquiteto de planetas (vivido por Bill Nighy).

    Talvez por ser tão subversivo, O Guia do Mochileiro das Galáxias não fez muito sucesso: o valor que rendeu nos EUA não cobre os US$ 50 milhões gastos em sua produção. Mas quem disse que fracasso de bilheteria nos EUA é sinônimo de falta de qualidade? Eu que não.

    Mas nem tudo são flores nesta adaptação do livro homônimo de Douglas Adams, publicado pela primeira vez em 1979. O roteiro não é muito bem finalizado. Na realidade, está aí o maior problema do filme: o final. Parece que tudo foi feito com atenção até que perceberam que já estavam chegando perto das tradicionais duas horas de filme e resolveram concluir tudo de qualquer maneira. Isso sem citar os personagens mal-aproveitados, como o líder religioso Humma Kavula (John Malkovich). O que não compromete todo o filme, pois a diversão é garantida, pelo menos em mais da metade do longa-metragem dirigido por Garth Jennings (mais conhecido pela direção de videoclipes de bandas como Blur, REM e Pulp).



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