O HOMEM DE AÇO

O HOMEM DE AÇO

(Man of Steel)

2013 , 143 MIN.

12 anos

Gênero: Ação

Estréia: 12/07/2013

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Zack Snyder

    Equipe técnica

    Roteiro: David S. Goyer, Kurt Johnstad

    Produção: Charles Roven, Christopher Nolan, Deborah Snyder, Emma Thomas

    Fotografia: Amir M. Mokri

    Trilha Sonora: Hans Zimmer

    Estúdio: Atlas Entertainment, Legendary Pictures, Warner Bros. Pictures

    Montador: David Brenner

    Distribuidora: Warner Bros

    Elenco

    Amy Adams, Antje Traue, Ayelet Zurer, Bridgett Newton, Cjhristopher Meloni, Dan Aho, Diane Lane, Harry Lennix, Henry Cavill, Kevin Costner, Laurence Fishburne, Michael Cerveris, Michael Clarke Duncan, Michael Kelly, Michael Shannon, Roberta Chung, Russell Crowe, SallyElting

  • Crítica

    10/07/2013 17h00

    Por Daniel Reininger

    O Homem de Aço inicia um capítulo totalmente novo do Superman no cinema. A versão sombria criada por Zack Snyder atualiza o herói mais famoso de todos os tempos e remove boa parte de sua inocência. O diretor arrisca ao mudar conceitos básicos dos quadrinhos, mas quando as novidades são assimiladas, é possível se divertir com um bom filme.

    Seguindo os passos de Batman Begins, O Homem de Aço conta a origem do protagonista em um mundo realista, consequência de ter Christopher Nolan (Cavaleiro das Trevas) como produtor. A diferença está no fato de Snyder não explicar cada aspecto do personagem, como no caso do uniforme – simplesmente um legado da família de Krypton.

    O longa é antes de tudo um drama de ficção-científica, sobre um alienígena que tenta encontrar seu lugar no universo.  O ótimo prólogo mostra o fim do planeta natal de Kal-El (Henry Cavill), com batalhas futuristas dignas de James Cameron. Em meio ao caos, Jor-El (Russell Crowe) luta para salvar o legado de sua raça. A expectativa de consertar os erros do passado é transferida a seu filho. Mais do que em qualquer outro filme do personagem, somos lembrados que Kal-El não é humano.

    Henry Cavill é sucessor digno de Christopher Reeve. Com essa questão fora do caminho, o herói pode ganhar profundidade por meio de flashbacks que apresentam o passado de Clark Kent no Kansas e a relação com os pais adotivos, interpretados pelos ótimos Kevin Costner e Diane Lane. Aos poucos, é revelada como a relação entre pai e filho define os valores morais do garoto e, ao mesmo tempo, o obrigam a se esconder da sociedade.

    Parte do público pode não se interessar por essas partes mais intimistas, mas as excepcionais cenas de ação devem empolgar. Os violentos combates não parecem coreografados e isso dá ares de novidade ao gênero. São 40 minutos de lutas entre super-humanos, com destruição equivalente à espetacular cena final de Os Vingadores. Bem diferente de Superman – O Retorno, cujos poucos momentos de tensão não funcionam.

    Hans Zimmer faz sua parte com a trilha sonora. O compositor chegou a comparar a dura tarefa de recriar a música tema, imortalizada por John Williams, a reescrever a nona sinfonia de Beethoven. Apesar do exagero, a pressão era real. Mesmo assim, o resultado foi positivo, com direito a homenagens sutis ao passado.  Entretanto, o primeiro voo do Superman pedia o tema original e certamente levaria muita gente às lágrimas se fosse tocado.

    Outros aspectos podem incomodar no longa: a relação de Lois Lane e Clark Kent é diferente do esperado e as atitudes do herói nem sempre são exemplos de integridade. Para os fãs puristas dos quadrinhos, o final reserva uma surpresa capaz de arruinar a diversão, embora a cena em questão funcione.

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    O maior problema da produção não se encontra nesses aspectos e sim em algumas falhas de roteiro. Existem buracos já considerados comuns para filmes de super-heróis, mas o pior são as muletas utilizadas para avançar a trama. Mesmo assim, nenhuma chega a ser tão problemática a ponto de acabar com a imersão, como acontece em Homem de Ferro 3. Além disso, o tom dramático soa por vezes exagerado, principalmente para quem está acostumado com o universo Marvel. Se fosse deixado de lado às vezes, faria bem à narrativa.

    É natural um reboot com tantas novidades dividir opiniões, porém é difícil negar que O Homem de Aço seja o melhor filme do Superman desde 1978. O longa mostra a força da DC e a capacidade de igualar o sucesso cinematográfico da Marvel no futuro, ao criar um universo rico e compartilhado. Zack Snyder amadureceu como diretor, entretanto, sua maior qualidade permanece – a capacidade de criar uma obra visualmente bela, que merece ser vista em Imax.



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