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    O JÚRI

    Por Celso Sabadin
    22/05/2009

    Alternando sua carreira entre o cinema e a televisão, o diretor Gary Fleder já havia demonstrado seu talento de contador de histórias tensas em Coisas para Fazer em Denver Quando Você Está Morto, de 1995, e Refém do Silêncio, de 2001. Agora, ele volta à cena dirigindo O Júri, filme baseado em livro de John Grisham, o mesmo escritor cujos textos já renderam filmes como O Cliente, A Firma, Tempo de Matar e Dossiê Pelicano. Desta vez, além de uma boa história, Fleder também tem um excelente elenco à disposição. Ninguém menos que John Cusack, Gene Hackman e Dustin Hoffman.

    Sim, O Júri é o chamado "filme de tribunal", mas sob um ângulo diferente. Talvez até inédito no cinema. Ele mostra as maracutaias que acontecem nos bastidores de um grande julgamento, durante o processo de escolha dos 12 jurados que darão o veredicto sobre o caso. Tudo começa quando a esposa de um executivo assassinado por uma arma de fogo resolve processar não o assassino (o que seria impossível, já que ele se suicidou após o crime) mas sim o fabricante da arma. Um caso, no mínimo, interessante e que gerará muita mídia. De um lado, a viúva, representada por Dustin Hoffman. Do outro, o poderoso fabricante de armas, defendido por... quem disse Gene Hackman errou. Hackman na verdade faz o papel de Rankin, um homem totalmente sem escrúpulos que atua nos bastidores, gerenciando um mega esquema de manipulação dos jurados. E é neste ponto que o roteiro abre uma perspectiva nova e fascinante dentro do subtema "filme de tribunal". O espectador ainda vai demorar um pouco para perceber qual é exatamente a função do personagem de John Cusack - um simples jurado como outro qualquer - dentro desta trama de poderosos, mas a espera valerá a pena. O Júri é um filme competente, inteligente, com boas reviravoltas, e com um mérito importante que muitas vezes o cinema deixa em segundo plano: uma boa história para contar.