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    O LABIRINTO DO FAUNO

    Por Angélica Bito
    01/12/2006

    Aposta mexicana para concorrer ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2007, O Labirinto do Fauno fez sucesso no Festival do Rio e na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, o que acabou garantindo sua estréia no circuito comercial brasileiro. Dirigido por Guillermo del Toro (Hellboy), trata-se de uma bela fantasia com toques de suspense e sensibilidade impressionante.

    A história se passa na Espanha em 1944. A protagonista, a pequena Ofelia (Ivana Baquero), muda-se para uma zona rural com sua mãe grávida, Carmen (Ariadna Gil), que acaba de se casar com o capitão Vidal (Sergi López, de Pintar Ou Fazer Amor), militar que está responsável pela perseguição de rebeldes que tentam acabar com o fascismo que se instaura no país. Lá, ela conhece de perto todo o turbilhão sócio-político pelo qual passa a Espanha, enquanto faz amizade e é ajudada por uma funcionária da casa (Maribel Verdú, de E Sua Mãe Também). Realidade e fantasia fundem-se na fértil imaginação de Ofelia que, inspirada nos contos de fadas que não pára de ler, cria um mundo imaginativo repleto de personagens assustadores e promessas de um mundo melhor. Em seu universo, o labirinto próximo à casa em que vive é ponto de partida para uma aventura mágica, num reino onde Ofelia é a princesa perdida. Guiada pela criatura conhecida como Fauno - parte bode, parte humana, parte árvore -, ela entra numa tensa aventura em busca de sua salvação e de sua mãe. O cenário real violento no qual a menina vive é refletida diretamente nos personagens e tarefas pelas quais passa em sua imaginação, envolvendo o espectador de forma sensível e encantadora.

    O Labirinto do Fauno é um espetáculo visual. A direção madura de Del Toro é aliada a uma fotografia escura e sombria. A direção de arte, bem como os efeitos visuais, assustam e seduzem o espectador da mesma forma. O resultado é o hipnotismo total. A forma lúdica como Del Toro, diretor e roteirista, constrói essa fábula estritamente política é bela e triste ao mesmo tempo. Ofelia, com seu olhar inocente de criança, transforma a violência real a qual assiste todos os dias e a transforma na violência lúdica e fantasiosa da história que cria em sua própria mente.