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    O LADRÃO DE LUZ

    Aktan caprichou no <em>mood</em> do filme, contando a história na mesma velocidade em que corre a vida dos personagens<br />
    Por Antoniela Canto
    30/07/2012

    República do Quirguistão. País localizado na Ásia Central. Fronteira com a China, Cazaquistão, Uzbequistão e Tadjiquistão. E, acredite se quiser, tem cinema. E dos bons.
    Como é o caso de O Ladrão de Luz.

    O filme se passa em um pequeno vilarejo e gira em torno de um eletricista conhecido pelos habitantes como “Senhor da Luz”. Ele é responsável por trazer energia elétrica às casas. Essa é a grande e bela metáfora do filme. Pois não se trata de trazer somente eletricidade e sim iluminar a vida das pessoas.

    E o grande sonho desse homem simples, sonhador, de boa índole e de uma delicadeza que não se vê muito hoje em dia, é proporcionar uma fonte de luz mais acessível a todos.

    Dirigido pelo premiado Aktan Arym Kubat, que também interpreta o personagem principal, O Ladrão de Luz foi exibido na 34ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Mas esse não é o primeiro trabalho do diretor a passar na Mostra. Ele já esteve por aqui com os filmes O Filho Adotivo (1998) e O Chimpanzé (2001).

    Aktan caprichou no mood do filme, contando a história na mesma velocidade em que corre a vida dos personagens, ou seja, lentamente: longas cenas, muito silêncio, diálogos precisos, sempre abusando dos ruídos naturais do vento e dos bichos. Não tem como não sentir a pobreza e a desesperança daquele lugar.

    A fotografia ajuda a acentuar a aridez das pessoas e do solo. A simplicidade do figurino nos faz entrar ainda mais no enredo. E os personagens tão reais e humanos universalizam a história.

    O Ladrão de Luz é uma viagem de 80 minutos para o outro lado do mundo. Um lugar que, não fosse o cinema, talvez você nunca visitasse. Com um enredo suave e ao mesmo tempo intenso sobre aqueles com curto circuito em suas tomadas e na alma.