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    O LEGADO BOURNE

    Filmes estrelado por Jeremy Renner passa longe da profundidade e intriga da trilogia que o antecedeu<br />
    Por Roberto Guerra
    03/09/2012

    Em 2009, o livro A Identidade Bourne, de Michael Ludlum - que já havia ganhado uma versão para TV em 1988 - chegou aos cinemas em boa adaptação dirigida por Doug Liman e estrelada por Matt Damon. O êxito do filme nas telas deu origem a duas igualmente boas sequências: A Supremacia Bourne e O Ultimato Bourne, estas dirigidas por Paul Greengrass. Já estava de bom tamanho, mas resolveram sugar a última gota da franquia e lançar O Legado Bourne, com direção de Tony Gilroy (Conduta de Risco), primeiro filme a excluir o personagem Jason Bourne da trama.

    A produção se concentra em Aaron Cross (Jeremy Renner), outro agente especial resultado de experimentos científicos assim como Bourne. Depois dos inúmeros problemas retratados nos três primeiros filmes, a agência secreta responsável pelos agentes decide eliminar todos seus recrutas experimentais. Croos está no Alasca passando por testes de resistência física e escapa da degola por pouco, mas precisa encontrar a Dra. Marta Shearing (a sempre exuberante Rachel Weisz) para conseguir as drogas estimulantes que o mantém vivo.

    O que segue então é um corre-corre recheado de reviravoltas e cenas de pancadaria sem muito embasamento. Cross e a Dra. Shearing fogem dos algozes que querem eliminá-los, mas não há nada aqui comparado com a empatia de Matt Damon e da atriz Franka Potente vista nos dois primeiros filmes da série. O Legado Bourne tem ótimo elenco, que reúne, além dos bons Jeremy Renner e de Rachel Weisz, estrelas como Edward Norton, Joan Allen, e Scott Glenn e Albert Finney, mas todos mal aproveitados por um roteiro fraco.

    O Legado Bourne passa longe da profundidade e intriga da trilogia que o antecedeu. Todo o clima de tensão e a apreensão pelas descobertas e embates de Jason Bourne nos filme anteriores não se transferem para esta continuação. Os produtores talvez acreditem que cenas de perseguição e do agente demonstrando suas habilidades de luta sejam as únicas responsáveis pelo sucesso da franquia, quando na verdade foi seu enredo bem-elaborado o causador do sucesso. Neste filme não há nada para fazer o público pensar, questionar, e sim uma confusão de informações e diálogos envolvendo pílulas azuis, verdes e siglas com o intuito de deixá-lo confuso.

    Como apresenta uma conexão narrativa tênue com os filmes anteriores, melhor seria ter reiniciado a série com Jeremy Renner no papel principal. Neste sentido, O Legado Bourne nada mais é que um thriller de ação genérico que tenta se sustentar em cima de uma franquia de sucesso. De resto sobram cenas de ação – bem filmadas, não nego – em cima de uma história pobre.

    Como era de se esperar, o filme deixa em aberto uma possível continuação, mas a julgar pelo resultado, trata-se de uma continuação desnecessária. Se fosse um filme independente, O Legado Bourne passaria facilmente por um thriller de espionagem mediano. Como continuação de uma série exitosa, não passa de um atestado de óbito.