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    O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA 3D - A LENDA CONTINUA

    Filme é repleto de clichês, mas, se não levado a sério, pode divertir fãs de horror
    Por Roberto Guerra
    14/05/2013

    Não se prenda a “detalhes”. Esse é o principal conselho para quem pretende assistir a O Massacre da Serra Elétrica 3D - A Lenda Continua e tirar do filme alguma diversão. E não me refiro à ferramenta de trabalho do vilão, uma motosserra a combustível que, sabe-se lá porque, continua a ser chamada de elétrica. Esse furo os fãs da série de horror já aprenderam ignorar faz tempo.

    Esta versão é apresentada como continuação direta do famigerado longa de 1974 dirigido por Tobe Hooper. Passa-se nos dias de hoje, o que pode ser constatado na sequência em que um policial se comunica por vídeo-chamada de um celular de última geração. O problema, no entanto, é que a protagonista, um bebê na época dos acontecimentos do primeiro filme, parece ter no máximo 20 anos, o que não corresponde ao salto temporal de 40 anos entre as histórias. Um “detalhe”,apenas um "detalhe".

    O filme começa com imagens convertidas para 3D do clássico de Hooper. Descobrimos que a família Sawyer, da qual o psicopata Leatherface faz parte, foi assassinada e queimada viva por moradores em fúria. O filme salta para os dias atuais e a bela jovem Heather (Alexandra Daddario) chega a cidade para receber uma inesperada herança da avó que não conheceu.

    Ela foi "adotada" depois que o homem que chama de pai a raptou da família Sawyer no dia do massacre. Herda a mansão da avó e, claro, sabemos que algo macabro se esconde lá. Vai receber a herança acompanhada de alguns amigos, que, obviamente, estão no filme somente para serem abatidos nos minutos seguintes.

    Tudo muito óbvio, tudo muito batido. As fórmulas e clichês explorados à exaustão pelos filmes do gênero se fazem presente. Só para citar um exemplo, temos a manjada sequência da vítima fugindo desesperadamente do assassino e... caindo. Uma vez. Outra vez. Leatherface é meio desengonçado ao andar e precisa de vítimas com problemas de locomoção e atrapalhadas para ser bem-sucedido.

    Outra cena impagável é a do policial – aquele da vídeo-chamada supracitado – entrando na mansão seguindo um rastro de sangue nada discreto deixado pelo assassino. O cara está lá sozinho, sem apoio, adentrando o covil lúgubre do psicopata. Sangue por todo lado, ossos humanos dependurados, daí ele solta a brilhante frase: “Estou com um mau pressentimento”. Sério?

    Neste ponto, no entanto, ignorando-se os “detalhes” e não levando nada muito a sério, é possível se divertir. O clímax é bem interessante, pois tenta humanizar a figura de Leatherface. Quando chegamos a ele descobrimos porque ao longo do filme o roteiro carregou com algum tipo de culpa cada uma das vítimas. Um era um ladrãozinho barato, outros estavam traindo a protagonista, outro era um político mau-caráter.

    Por essa hora temos outro momento impagável. Heather, delicada e magrinha, arremessa uma motossera (cujo peso varia entre 5kg e 7kg) como se fosse uma bola de tênis para o primo malvado. Mais um “detalhe”. Não se apegando a este e muitos outros, dá para se divertir.

    Em tempo: O 3D só serve para edulcorar o título do filme. Não faz a menor diferença.