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    O MUNDO ENCANTADO DE GIGI

    Animação carece do encantamento marca registrada dos bons desenhos japoneses<br />
    Por Celso Sabadin
    21/12/2010

    Entre longas, curtas, vídeos e trabalhos para TV, o diretor japonês Shigeyuki Hayashi (que assina artisticamente como Rintaro) já realizou quase 30 obras, e está entre os mais conceituados profissionais da área de animação em todo o mundo. No Brasil, ele não é dos mais conhecidos. E, provavelmente, não será com O Mundo Encantado de Gigi que Rintaro ganhará uma boa fama por aqui.

    Pouco empolgante, esta coprodução entre França e Japão fala de uma garotinha que se veste de pinguim e sonha conseguir voar. Certo dia, ela é levada para um mundo mágico ameaçado por uma força destruidora e habitado por estranhos seres. Eles acreditam que ela seja a “salvadora” da qual falam as profecias. Ou seja, um tema já bastante discutido e rediscutido em produções anteriores e que nada acrescenta ao que já foi feito.

    Quem espera a profundidade, o encantamento e até o estranhamento temático que já se tornaram marcas registradas dos melhores desenhos japoneses certamente irá se decepcionar com a linearidade e a profusão de clichês de O Mundo Encantado de Gigi. E quem prefere o estilo ocidental provavelmente também não curtirá o traço duro e pouco inspirado deste lançamento.

    O estranhamento, aqui, é muito mais auditivo, com uma trilha sonora tão discrepante que parece ter sido criada para algum outro filme, e mixada por engano nesta cópia.

    Para conhecer um Rintaro melhor, a dica é alugar o DVD Metrópolis, que o mesmo cineasta realizou em 2001, disponível no Brasil.