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    O NOIVO DA MINHA MELHOR AMIGA

    Repletos de planos clichês, romance com Kate Hudson não tem carisma ou originalidade<br />
    Por Celso Sabadin
    10/05/2011

    Não se deixe enganar pelo título, nem pela trama. O Noivo da Minha Melhor Amiga não tem o mesmo frescor, nem o mesmo carisma, nem o mesmo talento de O Casamento do Meu Melhor Amigo, com Julia Roberts, filme que tenta imitar.

    O mote é similar. Complicada e perfeitinha, a advogada Rachel (Ginnifer Goodwin) sempre se achou feia demais ou sem graça demais para “merecer” os melhores partidos da sua escola. Em eterna baixa estima, ela acaba deixando que a amiga gostosona Darcy (Kate Hudson) conquiste o bonitão Dex (Colin Egglesfield), por quem curtia uma paixão platônica. Mas o tempo passou, e agora faltam só dois meses para que Darcy e Dex efetivamente se casem. Tarde demais para Rachel tentar mudar sua história?

    A partir do livro Something Borrowed, de Emily Giffin, a roteirista de televisão Jennie Snyder faz sua estreia no cinema de forma pouco imaginativa. Estabelecido o conflito logo nos primeiros minutos, o restante do filme se limita a desenvolver, sem criatividade, sucessivos e intermináveis momentos de aproximação e distanciamento entre os personagens Rachel e Dex. Com grandes “barrigas” (aqueles momentos em que a trama perde o ritmo e a gente começa a olhar no relógio) e diálogos de pouco brilho.

    O humor é pouco, o que não é exatamente o grande problema, já que o filme se propõe a ser um romance, e não uma comédia romântica. E neste quesito o destaque positivo do elenco é John Krasinski (no papel de Ethan), uma bem-vinda presença que consegue levantar um pouco o astral da trama, nas vezes em que aparece.

    De resto, O Noivo da Minha Melhor Amiga não consegue fugir daquele interminável desfile de imagens aéreas sobre Nova York e cenas do Central Park que tanto já foi explorado em dezenas de outras produções similares. E põe similar nisto. Incrível, mas real: o diretor Luke Greenfield faz até aquele famoso plano clichê de helicóptero mostrando o automóvel sobre a ponte e se distanciando para o céu novaiorquino, repetido e “trepetido” incontáveis vezes na história dos romances e das comédias românticas americanas. Só faltou uma sequência final com correria no aeroporto. Desta pelo menos ele se safou.

    Contudo, mais que a profusão de clichês, o que realmente desanima no filme é a sua falta de carisma, defeito imperdoável para um romance. No meio dos crédito finais, uma rápida cena adicional, agora em Londres, sinaliza que O Noivo da Minha Melhor Amiga terá uma continuação. Será?