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    O OLHAR DA INOCÊNCIA

    Por Celso Sabadin
    22/05/2009

    Chega com um certo atraso (dois anos) no circuito brasileiro a sensível produção francesa O Olhar da Inocência, filme especialmente indicado para quem ainda acredita na bondade humana e nos valores realmente importantes da vida.

    Tudo se passa no período entre Guerras, no interior da França. Os vizinhos Garriss (Jacques Gamblin) e Riton (Jacques Villeret) sobrevivem graças a pequenos serviços, desde jardinagem até a venda de rãs caçadas no pântano. É deste pântano onde vivem, por sinal, que os dois amigos extraem sua sobrevivência, de forma simplória e bucólica. Naquela época, o mundo parecia ser um lugar bem mais simples de se viver, mesmo com os fantasmas da Primeira Guerra ainda assombrando Garriss, vez por outra.

    O filme é narrado sob o ponto de vista de Cri-Cri (a carismática Marlene Baffier), a pequena filha de Riton. São histórias que ela presenciou ou não, assumidamente misturando lembranças reais com antigos pensamentos que o tempo se encarregou de misturar à ficção. Baseado no livro de Georges Montforez, O Olhar da Inocência compõe um poético painel de reminiscências infantis. Uma emocionante crônica de uma época distante, em que valores como honra e lealdade pareciam ser muito mais respeitados que nos tempos atuais.

    Com direção de Jean Becker, o mesmo de Verão Assassino, O Olhar da Inocência foi indicado para cinco prêmios César (o Oscar francês), mas acabou não levando nenhum. O público, por sua vez, adorou: o filme foi visto por mais de 2 milhões de franceses. O veterano Michel Serrault, de mais de 130 filmes, abrilhanta o elenco.

    29 de outubro de 2001
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. celsosabadin@cineclick.com.br