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    O PACTO (2011)

    Thriller não traz nada de novo, mas tem roteiro bem amarrado e promove algumas pequenas surpresas<br />
    Por Roberto Guerra
    07/03/2012

    O público quase não lembra mais daquele Nicolas Cage que levou pra casa um Oscar por sua atuação em Despedida em Las Vegas. Desde então parece que o ator adquiriu os maus hábitos do personagem Ben Sanderson e passou a escolher roteiros e assinar contratos de pileque. Só assim para explicar a quantidade de bobagens que protagonizou nos últimos anos. O thriller O Pacto não redime Cage, que há muito interpreta um mesmo tipo nas telas, mas ao menos é um bom entretenimento no estilo assista-divirta-se-esqueça.

    Nas mãos de Roger Donaldson – quem em 87 dirigiu o bom thriller Sem Saída -, o filme mostra o ator no papel do professor Will Gerard, cuja esposa, a musicista Laura (January Jones), é vítima de um brutal ato de violência nas ruas de Nova Orleans. Enquanto, desolado, aguarda no hospital a recuperação da mulher, é abordado por um homem que se identifica como Simon (Guy Pearce) e diz pertencer a uma organização secreta. Ele afirma saber onde está o criminoso e oferece a Cage a possibilidade de justiçar o bandido, mas para isso ele tem de se comprometer a fazer-lhes um pequeno favor em troca quando solicitado. Como todos sabem, menos Will, o tal “pequeno favor” não é algo fácil muito menos agradável de se fazer.

    Quando, seis meses depois, é convocado a pagar o que deve, Will é obrigado a realizar uma série de tarefas para ficar quite com os justiceiros da sua mulher. Como a tal sociedade sabia exatamente quem atacou a esposa de Gerard é uma das perguntas que o enredo nunca responde. Daí em diante o antes pacato e idealista professor de literatura é perseguido por bandidos, pela polícia, tem de dirigir carros em alta velocidade, dar uma de investigador e manusear uma arma de fogo. Nada de particularmente inventivo ou original acontece no filme, mas o roteiro amarra bem as pontas e promove algumas pequenas surpresas. Donaldson conduz bem as cenas de perseguição e sabe criar o clima de tensão crescente absolutamente necessário a filmes do gênero.

    Novidade mesmo em O Pacto é a maneira insólita como Cage é obrigado a responder se aceita ou não a ajuda da organização, algo que envolve a compra de duas barras de chocolate num determiando horário. Eu ainda acho um simples “sim” ou aceno de cabeça mais práticos. Também existe uma senha estranha usada pelo grupo e muito repetida ao longo do filme: “O coelho faminto salta”. O que significa? Bem, se você descobrir, escreva pra gente.

    Quanto às interpretações, ninguém compromete nem se destaca. Se fosse produtor do longa, trocaria Cage e Pearce de personagens. Este como o professor inofensível que se vê em apuros e Cage como o líder fora de controle da organização justiceira dariam um upgrade e tanto no filme.