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    O PODEROSO CHEFINHO

    Filme não terá problemas em cativar ambos os públicos
    Por Iara Vasconcelos
    29/03/2017

    De onde vem os bebês? Segundo a velha história inventada pelos pais, eles são trazidos pelas cegonhas, mas em O Poderoso Chefinho, eles são criados sob medida pela Baby Corp e distribuídos para as famílias através de uma esteira. Acontece que nem todos os bebês são iguais. Alguns deles nascem chefinhos, com obrigações de adultos e trajados com um belo terno e maleta.

    Um desses chefinhos é enviado para a casa do garoto Tim e ameaça o seu lugar como a criança da casa. Entretanto, se engana quem pensa que o bebê está lá em busca de uma nova família. Seu objetivo é evitar que o "mercado de bebês" entre em decadência e os pets tomem seu lugar.

    Os últimos grandes sucessos da Dreamworks tiveram animais como personagens principais, com exceção de Como Treinar O Seu Dragão, mas O Poderoso Chefinho vai na contramão disso e o resultado é interessante.

    O filme abusa de algumas ideias complexas e situações absurdas - como a existência de outras dimensões e críticas sensatas ao consumismo ao mostrar os cachorrinhos produzidos em massa - que podem passar batido pelo público infantil, mas que com certeza agradará aos adultos.

    A ideia de usar a imaginação das crianças como gancho para as ideias malucas também dá muito certo. Algumas sequências até chegam a lembrar o ótimo desenho "Os Padrinhos Mágicos" ou "O Fantástico Mundo de Bobby".

    Entretanto, o filme acaba se perdendo em algumas fórmulas, que fazem o desfecho se tornar bastante previsível e não fazem jus ao que foi trabalhado ao longo de toda a trama.

    Quanto ao visual, não se assuste se confundir O Poderoso Chefinho com uma produção da Pixar. Os traços da animação lembram muito os do estúdio parceiro da Disney.

    O Poderoso Chefinho tem uma premissa bacana e consegue fazer o espectador comprar a ideia, por mais absurda que ela seja. Com certeza, é um filme que não terá problemas em cativar ambos os públicos.