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    O PROTETOR 2

    Por Daniel Reininger
    10/08/2018

    O Protetor, lançado em 2014 por Antoine Fuqua, é um baita filme de ação e seu Robert McCall, interpretado por Denzel Washington, é um vigilante implacável com carisma suficiente para nos fazer querer vê-lo muito mais (mesmo quando ele mata seus alvos a sangue frio). Por isso, nada mais justo do que o longa ganhar uma sequência, agora com foco no drama pessoal desse homem, em como ele toca a vida das pessoas à sua volta e como elas afetam sua própria.

    McCall trabalha como motorista de aplicativo e tem uma vida aparentemente normal, mas ele tem um segredo: é um violento paladino da justiça que não dá chance para os vilões. Em outras palavras, ele é essencialmente um super-herói dos quadrinhos e, se esse filme se chamasse Justiceiro e fosse produzido pela Marvel, ninguém estranharia ¬– tamanha a semelhança de atitude entre os personagens.

    Essa é a primeira vez que Washington reprisa um personagem e a primeira de Fuqua na direção de uma sequência. A razão do retorno é muito simples: esse protagonista é fodão demais para ser esquecido e não é todo dia que um personagem violento e cheio de carisma (além de emoção) cai no colo de um ator e de um cineasta. É preciso aproveitar.

    O longa contém alguns momentos incríveis de ação e um baita discurso social relevante. Quando ele não está quebrando a cara de criminosos de colarinho branco, ele salva alguns garotos das drogas e dá lição para outros. Aliás, uma cena em que McCall ajuda um garoto artista envolvido com gangues é de arrepiar. Baita atuação de Denzel.

    Apesar disso, o longa se perde um pouco. O enredo é muito abrangente e os personagens somem por grandes períodos. Seria melhor se o foco fosse apenas a vida do protagonista ou a investigação de um assassinato, mas o filme tenta abraçar de tudo um pouco, e ainda fecha com final de filme de super-herói. Pretensioso demais. O resultado é que o cansaço chega mais cedo do que gostaríamos e a duração parece um pouco mais longa do que deveria. O fato de o longa desperdiçar talentos (como Bill Pullman) com personagens que mal aparecem e de amenizar a violência brutal com uma narrativa tão convencional também não ajuda.

    Para completar, o vilão, cuja identidade é revelada numa reviravolta previsível, é irritantemente genérico. Seus diálogos são aleatórios e sua motivação é....existe uma motivação? Pois é. Além disso, o ator que o interpreta erra no tom e não parece ser tão mau quanto seus atos dão a entender, mas apenas uma pessoa chata e sem graça com raivinha do mundo.

    O que realmente faz o filme valer a pena, mesmo com alguns pontos fracos, é Denzel. Ele e Antoine Fuqua criaram um personagem único, um vigilante com um coração de ouro, dominado pelas emoções e com um senso de justiça invejável. Que venha O Protetor 3. (Eu, pelo menos, adoraria ver mais uma história com esse justiceiro badass.