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    O RESGATE (2012)

    Com trama pouco original e clima exagerado, longa traz Nicolas Cage na pele de um bandido sensível <br /><br /><br />
    Por Cristina Tavelin
    17/01/2013

    O que esperar de um filme de ação com Nicolas Cage como protagonista? O ator não escapa à imagem de bom moço nem quando faz um bandido. Na pele do resistente Will Montgomery, rouba bancos junto a uma quadrilha composta por dois caras de personalidade duvidosa e uma bonitona menosprezada pelos machistas. O FBI consegue rastrear o carro deles pela trilha sonora: Montgomery sempre escuta um disco inteiro do Creedence Clearwater Revival antes de cada ação.

    Além deste detalhe curioso, Montgomery mostra-se um pai muito amável com a filha pequena. Quando o grupo realiza um plano malsucedido, ele acaba na prisão e a vida dos outros envolvidos muda drasticamente, com Vincent (Josh Lucas) sofrendo o maior dos danos. Riley (Malin Åkerman) vira garçonete em um bar frequentado por policiais e Hoyt (M.C. Gainey) se isola do mundo na periferia da cidade.

    Nenhuma atuação é memorável. Talvez a transformação do personagem de Lucas após 8 anos seja a mais marcante, mas se deve muito à maquiagem. A trilha sonora, de início, parece boa. Porém, a insistente repetição da música de abertura passa a incomodar. Se a tentativa era fazer algo que chegasse perto do tema de Missão Impossível, não deu certo.

    Quando Montgomery sai da cadeia, compra um ursinho azul de pelúcia para dar à filha Alison (Sami Gayle). Com o presente fofo na mão, é recepcionado por Tim (Danny Huston), policial que o prendeu anos antes e faz o favor de levá-lo em casa. Cena engraçada.

    Vincent reaparece na trama para buscar o dinheiro roubado pela quadrilha, mas como não o consegue prontamente, sequestra a filha de Montgomery em plena terça-feira de carnaval. A partir daí a perseguição é acirrada. Desde infiltrações e roubo de dados no FBI até fugas fantásticas, o longa se desenvolve em meio a rangidos de pneus e gritos de pessoas fantasiadas.

    O milagre acontece várias vezes em O Resgate. Em uma sequência, o personagem de Cage está sendo levado à cadeia por dois policiais quando seu celular toca: é o sequestrador. Se não atender a ligação, sua filha morre. Então o protagonista desloca um dedo para conseguir escapar das algemas, agride os tiras e causa um acidente impressionante, fazendo o carro capotar várias vezes e bater violentamente. Qualquer ser humano morreria na hora. Mas ele sai ileso. E ainda atende o celular a tempo.

    Como não tem o dinheiro que Vincent quer, volta à vida do crime. A artimanha para conseguir roubar quilos de barras de ouro em cinco minutos é quase inimaginável. Se é possível realizá-la, daí são outros quinhentos. Riley demonstra uma habilidade extraordinária ao ajudar o amigo na empreitada usando salto alto. E seu cabelo impecável, mesmo após a fuga pelo subsolo da cidade, é um mistério que nem o serviço secreto americano e nem a indústria de cosméticos conseguiu desvendar.

    O Resgate mantém um clima exagerado o tempo todo, mas funciona como entretenimento. Tem passagens bem humoradas e um ritmo fluente com cenas de ação muito destrutivas. Não vai marcar a vida de ninguém, mas talvez dê algumas ideias para assaltos megalomaníacos. Azar do FBI.