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    O SENHOR DOS ANÉIS: O RETORNO DO REI

    Por Celso Sabadin
    25/12/2003

    Nunca escondi de ninguém: acho bem fracos os filmes A Sociedade do Anel e As Duas Torres. São muito bonitos, gigantescos, grandiosos, eloqüentes, épicos... isso não de discute. Mas estão muito mais próximos da linguagem literária que da cinematográfica. Tudo é muito redundante e solene demais. A narrativa é antiga e fraca.

    Porém, devo confessar que gostei bastante da parte final da trilogia, O Retorno do Rei. Na minha opinião, Peter Jackson terminou o assunto com chave de ouro. Abandonou um pouco o blablablá redundante dos dois primeiros capítulos e realizou um fechamento bem mais cinematográfico que os dois primeiros episódios. Tudo funcionou melhor. Os personagens estão mais verossímeis, menos bidimensionais que antes. Há até um certo humor, elemento praticamente nulo nos dois primeiros filmes. As imagens estão mais auto-suficientes, se explicam melhor por si só. Não há mais - tanto - a necessidade da interferência constante dos diálogos repetitivos explicando para as platéias o que estava acontecendo e - pior - o que ainda aconteceria. Jackson, desta vez, deixou a câmera falar mais alto que o papel, as imagens se sobreporem às palavras, como deve ser o bom Cinema.

    Todo o vigor épico que marcou os dois primeiros filmes continua intenso, até um pouco mais agora, o que faz o espectador praticamente esquecer que O Retorno do Rei tem três horas de vinte minutos de duração! O tempo passa rápido. As cenas de batalha são impressionantes, os efeitos visuais são de derrubar o queixo e - insisto - a narrativa está mais clara.

    A história, creio eu, nem é mais preciso contar, tamanha a divulgação do filme. O próprio título - O Retorno do Rei - já entrega o destino de Aragorn, e é claro que o anel será devidamente destruído, como todos nós sempre soubemos, desde a cena inicial do primeiro filme. A lamentar apenas a ausência total de Saruman: o personagem de Christopher Lee foi totalmente "limado" deste terceiro episódio.

    Polêmica, com fãs ardorosos e combatedores ferrenhos, a trilogia O Senhor dos Anéis, com todos os seus defeitos e méritos, já entrou definitivamente para história do cinema. Pelo menos nos próximos anos, dificilmente um filme será tão épico, tão grandioso e tão comentado como ele.