O SENHOR DOS ANÉIS: O RETORNO DO REI

O SENHOR DOS ANÉIS: O RETORNO DO REI

(The Lord of The Rings: The Return of The King)

2003 , 201 MIN.

14 anos

Gênero: Aventura

Estréia: 25/12/2003

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Peter Jackson

    Equipe técnica

    Roteiro: Frances Walsh, Peter Jackson, Philippa Boyens

    Produção: Barrie M. Osborne, Frances Walsh, Peter Jackson

    Fotografia: Andrew Lesnie

    Trilha Sonora: Howard Shore

    Estúdio: New Line Cinema, The Saul Zaentz Company, WingNut Films

    Distribuidora: Warner Bros

    Elenco

    Alan Howard, Alexandra Astin, Alistair Browning, Andy Serkis, Bernard Hill, Billy Boyd, Billy Jackson, Brad Dourif, Bret McKenzie, Bruce Hopkins, Bruce Phillips, Bruce Spence, Cate Blanchett, Christopher Lee, David Aston, David Wenham, Dominic Monaghan, Elijah Wood, Harry Sinclair, Hugo Weaving, Ian Holm, Ian Hughes, Ian McKellen, Jason Fitch, Jed Brophy, Joel Tobeck, John Bach, John Noble, John Rhys-Davies, Karl Urban, Katie Jackson, Lawrence Makoare, Lee Hartley, Liv Tyler. , Maisy McLeod-Riera, Marton Csokas, Miranda Otto, Noel Appleby, Orlando Bloom, Paul Norell, Pete Smith, Peter Tait, Richard Edge, Robert Pollock, Ross Duncan, Sadwyn Brophy, Sala Baker, Sarah McLeod, Sean Astin, Sean Bean, Shane Rangi, Stephen Ure, Thomas Robins, Todd Rippon, Viggo Mortensen

  • Crítica

    25/12/2003 00h00

    Nunca escondi de ninguém: acho bem fracos os filmes A Sociedade do Anel e As Duas Torres. São muito bonitos, gigantescos, grandiosos, eloqüentes, épicos... isso não de discute. Mas estão muito mais próximos da linguagem literária que da cinematográfica. Tudo é muito redundante e solene demais. A narrativa é antiga e fraca.

    Porém, devo confessar que gostei bastante da parte final da trilogia, O Retorno do Rei. Na minha opinião, Peter Jackson terminou o assunto com chave de ouro. Abandonou um pouco o blablablá redundante dos dois primeiros capítulos e realizou um fechamento bem mais cinematográfico que os dois primeiros episódios. Tudo funcionou melhor. Os personagens estão mais verossímeis, menos bidimensionais que antes. Há até um certo humor, elemento praticamente nulo nos dois primeiros filmes. As imagens estão mais auto-suficientes, se explicam melhor por si só. Não há mais - tanto - a necessidade da interferência constante dos diálogos repetitivos explicando para as platéias o que estava acontecendo e - pior - o que ainda aconteceria. Jackson, desta vez, deixou a câmera falar mais alto que o papel, as imagens se sobreporem às palavras, como deve ser o bom Cinema.

    Todo o vigor épico que marcou os dois primeiros filmes continua intenso, até um pouco mais agora, o que faz o espectador praticamente esquecer que O Retorno do Rei tem três horas de vinte minutos de duração! O tempo passa rápido. As cenas de batalha são impressionantes, os efeitos visuais são de derrubar o queixo e - insisto - a narrativa está mais clara.

    A história, creio eu, nem é mais preciso contar, tamanha a divulgação do filme. O próprio título - O Retorno do Rei - já entrega o destino de Aragorn, e é claro que o anel será devidamente destruído, como todos nós sempre soubemos, desde a cena inicial do primeiro filme. A lamentar apenas a ausência total de Saruman: o personagem de Christopher Lee foi totalmente "limado" deste terceiro episódio.

    Polêmica, com fãs ardorosos e combatedores ferrenhos, a trilogia O Senhor dos Anéis, com todos os seus defeitos e méritos, já entrou definitivamente para história do cinema. Pelo menos nos próximos anos, dificilmente um filme será tão épico, tão grandioso e tão comentado como ele.



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