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    ‘O Telefone Preto‘ é o que chamamos de um terror bem feito

    Mais uma vez, o cineasta Scott Derrickson mostrou que sabe como se reinventar dentro do gênero

    Por Thamires Viana
    20/07/2022 - Atualizado há 27 dias

    Para os aficcionados pelo terror não há nada melhor do que sentar na poltrona do cinema para curtir um novo longa do gênero. E se a produção for capaz de surpreender com uma história potente e apavorar com um clima caprichado de tensão, melhor ainda!

    O Telefone Preto, novo longa do cineasta Scott Derrickson, chega aos cinemas e prova, mais uma vez, que o diretor – também responsável por O Exorcismo de Emily Rose e A Entidade – sabe como se reinventar no amado gênero e entregar um filme "redondinho". 

    A trama

    Estrelado por Ethan Hawke e Mason Thames, o filme conta a história de Finney, um garoto de 13 anos tímido, mas que se destaca por sua inteligência. Um dia, ele é capturado por O Sequestrador, um assassino sádico e temido por toda a cidade. 

    Preso em um porão à prova de som, ele encontra um telefone preto desconectado na parede, mas que começa a tocar. Finney então descobre que pode ouvir as vozes das vítimas anteriores do assassino e que elas estão determinadas a garantir que o que aconteceu com elas não aconteça com o garoto.

    Uma direção habilidosa

    Cena de O Telefone PretoReprodução

    Depois de oito anos afastado do terror, Scott Derrickson volta com o pé direito ao gênero para mostrar como nasceu para comandar longas com esse estilo. 

    Depois de sucessos como O Exorcismo de Emily Rose, Livrai-nos do Mal e A Entidade, o americano traz a O Telefone Preto uma direção habilidosa e ardilosa – no melhor sentido da palavra – pois sabe exatamente como apavorar sem apelar para o jumpscare barato.

    Diferente de muitos outros diretores do gênero, Derrickson sabe preparar um clima rico de tensão, inserindo sacadas interessantes de pavor com o intuito de, literalmente, surpreender sua audiência e fazê-la pular da cadeira! 

    Roteiro potente

    Cena de O Telefone PretoReprodução

    O roteiro de O Telefone Preto, assinado pelo cineasta em parceria com Robert Cargill, foi baseado no livro Fantasmas do Século XX, de Joe Hill, escritor e filho de Stephen King, e é certeiro! Mostrando a que veio, o texto tem referências claras de IT: Obra Prima do Medo, best-seller do mestre do terror que já ganhou as telas em três produções de qualidade.

    Apesar de conciso, o roteiro conta com um início menos intenso e demora um pouco para expor suas artimanhas, o que pode cansar os mais apressados pelo pavor. Entretanto, quando "engata", o texto compensa qualquer impaciência que tenha surgido no meio da trama, explicando e amarrando todas as pontas deixadas propositalmente para surpreender o espectador com um final, digamos, épico!

    Atuações eletrizantes

    Cena de O Telefone PretoReprodução

    Sabemos que o grande nome deste filme é Ethan Hawke, consagrado ator que supera todas as expectativas no papel de O Sequestrador. Perigoso, o personagem mostra que o ator se entrega a qualquer gênero com tamanha habilidade, o que já não é mais uma novidade para ninguém.

    Mas é preciso reconhecer que quem realmente entrega tudo em O Telefone Preto é a dupla Mason Thames e Madeleine McGraw, os irmãos Finney e Gwen, respectivamente. 

    No papel do refém, Thames, de apenas 15 anos, garante uma atuação poderosa e eletrizante, dando um ritmo interessante ao longa. Em uma das cenas de embate com O Sequestrador, o garoto entrega momentos louváveis e deverá conquistar ainda mais sucesso com seu talento.

    Do outro lado temos a espevitada Gwen, personagem conduzida brilhantemente pela jovem atriz de 13 anos. Com um humor ácido, a irmã de Finney arranca risadas em suas conversas com Jesus e usa suas habilidades sensitivas para tentar encontrar o garoto. O aprofundamento da personagem é um dos maiores destaques do longa.  

    É um filme para se deliciar nas telonas do cinema

    O Telefone Preto cria uma atmosfera de pavor e garante ao público uma imersão interessante ao universo assustador criado por Derrickson, além de trazer uma originalidade que vinha fazendo falta no gênero do terror!