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    O ÚLTIMO GUARDA-COSTAS

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    Por Celso Sabadin
    31/05/2011

    Não é exatamente o que poderíamos chamar de história inédita esta trama sobre um sujeito que sai da cadeia, tem a intenção de se reabilitar, mas seus velhos companheiros de crime não permitem que isso aconteça. Porém, London Boulevard, mesmo tendo como base este tímido fio narrativo, consegue prender a atenção com charme e carisma.

    Trata-se da estréia na direção cinematográfica do roteirista Willliam Monahan, o responsável pelo roteiro adaptado de Os Infiltrados, de Scorsese. Aqui, a partir do livro de Ken Bruen, ele conta a história de Mitchel (o sempre convincente Colin Farrell), um ex-detento que tenta reconstruir sua vida de forma legal, mas que acaba sendo vítima das opções criminosas de seu próprio passado. Nesta sua nova era de liberdade, ele tenta colocar um pouco de juízo na cabeça da desmiolada irmã (Anna Friel, deSem Limites), trabalha de segurança para a bela e famosa atriz Charlote (Keira Knightley, de Piratas do Caribe), ao mesmo tempo em que tenta driblar os fantasmas de seu passado representados pelos criminosos Billy (Ben Chaplin) e Gant (Ray Winstone, que também esteve em Os Infiltrados).

    O olhar sempre perdido, com jeitão de cachorrinho que caiu do caminhão de mudança, é uma das marcas registradas de Farrell, que acaba conferindo ao seu personagem a necessária empatia com o público, indispensável para que torçamos por ele neste tipo de papel. Sua atuação, aliada a um certo charme britânico da noite londrina, à famosa fina ironia dos diálogos dos filmes ingleses, a uma fotografia caprichada do veterano Chris Menges (dos ótimos A Missão e Gritos do Silêncio, entre vários outros) e, principalmente, à vibrante trilha sonora de Sergio Pizzorno, fazem de London Boulevard um filme que se acompanha com interesse e prazer do começo ao fim. Ainda que Monahan, desta vez, tenha ficado devendo um roteiro melhor elaborado.