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    O VÔO DA FÊNIX

    Por Felippe Toloi
    22/05/2009

    A princípio, O Vôo da Fênix passa a impressão de ser um daqueles filmes que amargam na lista dos piores do ano. Além disso, este blockbuster custou nada menos do que US$ 45 milhões e rendeu somente US$ 20 milhões (somente cinco no primeiro final de semana em cartaz) nos EUA. Um verdadeiro fracasso. Mas, não confie completamente no público norte-americano nem nas primeiras impressões, pois, como uma aventura dramática, esta película dirigida por John Moore (Atrás das Linhas Inimigas) funciona muito bem. Surpreende, até.

    O piloto de aviões de carga Frank Towns (Dennis Quaid) e seu co-piloto AJ (interpretado pelo rapper Tyrese) são enviados à Mongólia com a responsabilidade de resgatar um grupo de funcionários de uma exploração petrolífera interrompida. Com todos a bordo, o avião sofre uma forte turbulência e é jogado nas dunas do deserto do Gobi. A aeronave fica totalmente destruída em um ponto longe de qualquer civilização. Assim, as chances dos passageiros serem socorridos são remotas. Eles precisam encontrar forças e a solução para sobreviverem. Com suprimentos suficientes para somente um mês, têm de superar sede, fome, calor. Não bastando, correm o risco de serem atacados por um misterioso bando de forasteiros que age nas redondezas.

    Nessa situação desesperadora estão a bela Kelly (Miranda Otto, de O Senhor dos Anéis), a mais sensata e única mulher do grupo, o esquentado Rodney (Tony Curan) e o playboy quarentão Ian (Hugh Laurie). Para piorar, todos estão na dependência do complexado Elliott (Giovanni Ribisi), projetor de aviões e a única esperança de fazer o agora batizado "Fênix" voar nos céus novamente.

    O Vôo da Fênix é uma refilmagem do filme homônimo lançado em 1965. A versão original foi dirigida por Robert Aldrich; esta é produzida por seu filho, William Aldrich. O roteiro - adaptado por Scott Frank e pelo ator Edward Burns - é interessante, tornando a situação um verdadeiro teste psicológico a seus personagens. Eles se viram como podem para sobreviver a uma situação limite, algo como um reality show "pra valer". Desse modo, há sempre um elemento surpresa no temperamento desses sobreviventes: quem parece ser um sujeito egocêntrico e antipático demonstra generosidade, enquanto que o altruísta revela-se um "carcará sanguinolento". O risco de morte faz com que exponham seus medos, enquanto o clima permanece tão quente quanto denso.

    Na trilha sonora, vale destacar algumas inserções pop dos grupos Outkast e Massive Attack, que embalam tanto os momentos de descontração quanto de tensão. As cenas de ação funcionam durante todo o tempo e a atuação de Giovanni Ribisi como um personagem esquizóide lhe garante grande destaque na película. Tudo isso faz com que O Vôo da Fênix seja um blockbuster agradável que, no final, acaba decolando.