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    OLHE PARA OS DOIS LADOS

    Por Celso Sabadin
    18/05/2007

    Ninguém gosta de falar sobre o assunto que é única certeza da vida: a morte. Foi justamente este o tema que a roteirista e diretora australiana Sarah Watt escolheu para o seu primeiro filme realizado com atores de carne e osso. Olhe Para os Dois Lados marca, com talento e sensibilidade, a estréia de uma cineasta, até então especialista em animação.

    Tudo começa numa sexta-feira quente de verão, quando dois personagens - praticamente vizinhos, mas que não se conheciam - se encontram em circunstâncias trágicas. A artista plástica Meryl (Justine Clark) está voltando do funeral de seu pai e a morte é o único assunto que lhe vem à mente. O fotógrafo Nick (William McInnes, marido da diretora na vida real) está abalado pela recém-recebida notícia que tem pouco tempo de vida. Ambos são testemunhas de um atropelamento de trem. Começa assim um relacionamento pautado pelo tempo curto que a vida nos dá e como fazer para aproveitá-lo melhor. A própria ação do filme transcorre no exíguo prazo de um final de semana.

    Ao contrário do que possa parecer, Olhe Para os Dois Lados (expressão que remete tanto ao atropelamento como à dualidade dos relacionamentos pessoais) não é um filme depressivo. Ele trata o tema da morte com delicadeza e tranqüila inevitabilidade. Trata-se de um roteiro sobre relações humanas, suas naturais ansiedades e decepções, dirigido de maneira sóbria e digna. Não por acaso, levou importantes prêmios no Australian Film Institute, no London Australian Film Festival e no Festival de Mar Del Plata.

    Merece ser conferido.