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    OLIVER TWIST (2005)

    Por Angélica Bito
    22/05/2009

    Há duas formas de se abordar cinematograficamente uma história clássica: ou inova-se completamente, brincando em cima de contextos exaustivamente trabalhados anteriormente, ou não se arrisca, fazendo uma adaptação "quadradinha". Em ambos os casos, o cineasta corre riscos. O que é natural em se tratando de cinema. Depois de pisar no delicado e pesado território do nazismo em seu filme anterior (O Pianista), o diretor Roman Polanski resolveu ficar com a segunda opção a fazer esta adaptação certinha e extremamente competente (o que já era de se esperar, em se tratando de Polanski) do clássico literário de Charles Dickens, Oliver Twist, personagem que já ganhou as telas (tanto as grandes quanto as menores) dezenas de vezes.

    O Oliver Twist do título é vivido pelo adorável Barney Clark. A história é sobre o órfão mais notório da literatura inglesa que, depois de perder os pais, vai parar em um orfanato que explora mão-de-obra infantil. Oliver consegue fazer com que uma família que fabrica caixões o adote, mas os maus tratos não têm fim. Assim, o menino resolve ir à pé mesmo para Londres. Com os pés em carne viva, logo ele conhece Artful Dodger (Harry Eden), um verdadeiro trombadinha. Mas nosso pequeno herói não tem nem onde dormir, muito menos onde comer, e é o velho Fagin (Ben Kingsley) que o abriga. Artful e mais alguns meninos vivem na casa de Fagin, que mantém um verdadeiro time de trombadinhas que vive pelas ruas de Londres furtando. Logo, Oliver aprende os ofícios de seus colegas.

    Grande parte do encanto de Oliver Twist vem da escolha do protagonista. Mirrado, de olhar doce e desprotegido, Barney Clark encarna com perfeição a inocência do personagem, que perde os modos na grande cidade, mas não o coração. Outro destaque no elenco vai para Ben Kingsley, irreconhecível sob muita maquiagem para viver o velho larápio Fagin.

    Oliver Twist não pode ser considerado um marco cinematográfico, ou mesmo revolucionário. Muito pelo contrário: trata-se de uma adaptação certinha desta clássica história. O filme não mostra inovações, mas tem a talentosa direção de Polanski, o que já conta muito. Afinal, além das interpretações, outro ponto forte do longa é como o cineasta polonês constrói as cenas de forma tão perfeita e correta.