Pôster nacional de Operalção Big Hero

OPERAÇÃO BIG HERO

(Big Hero 6)

2014 , 102 MIN.

Gênero: Animação

Estréia: 25/12/2014

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Chris Williams, Don Hall

    Equipe técnica

    Roteiro: Don Hall, Jordan Roberts

    Produção: Roy Conli

    Trilha Sonora: Henry Jackman

    Estúdio: Walt Disney Animation Studios

    Montador: Tim Mertens

    Distribuidora: Disney

    Elenco

    Abraham Benrubi, Alan Tudyk, Billy Bush, Damon Wayans Jr., Daniel Gerson, Daniel Henney, Genesis Rodriguez, James Cromwell, Jamie Chung, Katie Lowes, Maya Rudolph, Paul Briggs, Ryan Potter, Scott Adsit, T. J. Miller

  • Crítica

    17/12/2014 15h59

    Por Daniel Reininger

    Nova animação da Disney, Operação Big Hero é a primeira obra do estúdio de Mickey a adaptar quadrinhos da Marvel. Se você nunca ouviu falar desses personagens, não se preocupe, eles tiveram vida curta nos anos 90 e foram lançados, principalmente, para o mercado japonês. Foi exatamente essa obscuridade que fez a produtora escolher essa franquia, afinal seria a oportunidade perfeita para criar algo novo a partir de propriedade intelectual da Casa das Ideias, sem interferir com os medalhões da companhia. O resultado é um filme muito bem trabalhado, divertido e com muita ação.

    O longa acompanha Hiro Hamada, jovem prodígio da robótica, e seu companheiro Baymax. Quando descobrem uma conspiração criminosa para roubar uma tecnologia inovadora, reúnem uma equipe de gênios para salvar San Fransokyo. Esse grupo inclui a rebelde GoGo Tamago, o cuidadoso Wasabi, a especialista em química Honey Lemon e o excêntrico Fred.

    Como há coisas demais acontecendo na trama, não sobra muito espaço para desenvolver todos os membros da equipe como mereciam. Os companheiros de Hiro e Baymax nunca vão além dos arquétipos básicos e, embora o roteiro tente criar empatia pela forma como se importam com Hiro, nunca chega a fazer com que os espectadores se importem com todos eles, como acontece em Os Incríveis, por exemplo. É uma oportunidade perdida, verdade, entretanto o roteiro está mais preocupado em desenvolver a relação da dupla de protagonistas e faz isso muito bem.

    Baymax é um robô único. Seu exterior, inspirado em tecnologias reais, é composto de vinil – o que lhe proporciona visual de marshmallow gigante. Extremamente dócil e inocente, o personagem alterna momentos paternos, quando tenta cuidar de Hiro, e infantis, quando luta para entender o mundo onde vive. A cena em que Hiro transforma seu amigo numa versão para crianças de Homem de Ferro é um dos pontos altos do longa e serve para fortalecer a relação da dupla.

    O robô é a principal ferramenta dos diretores para manter bom equilíbrio entre comédia, ação e momentos dramáticos. Baymax é poderoso, mas é constantemente utilizado para proporcionar leveza até mesmo nas situações mais sombrias ou tensas da narrativa. Mesmo as principais sequências de ação – como a perseguição de tirar o fôlego pelas ruas vibrantes de San Fransokyo – possuem humor e leveza suficientes para manter as coisas amigáveis para os mais jovens, sem deixar nada a desejar aos filmes de super-heróis atuais.

    Visualmente, o longa é muito bem feito. As cenas de ação funcionam, a aparência dos heróis e vilão é criativa e os efeitos de luz, sombra e reflexos evidenciam grande trabalho técnico da equipe de produção. A fantástica cidade onde a aventura é ambientada mistura São Francisco e Tóquio, tudo para manter o clima da obra original, criada para o mercado japonês, e ser facilmente reconhecível por crianças do mundo todo. Com clima levemente Cyberpunk, o cenário é complemente perfeito para a atmosfera da produção.

    Com tantos elementos interessantes, é curioso que a história de Operação Big Hero não assuma riscos maiores. Com lições de moral positivistas, como é comum em obras do estúdio, e revelações previsíveis, a trama poderia ir além para fazer dessa animação algo ainda mais impactante, como acontece com Wall-E, por exemplo.

    Mas é a relação hilária entre Baymax e Hiro que conduz a história e é mérito dos diretores Don Hall e Chris Williams que esse fio condutor consiga ser, de fato, inspirador. Além disso, o longa é diversão garantida para pequenos, jovens, pais e fãs de quadrinhos de todas as idades, algo que poucas animações podem se orgulhar de atingir.



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