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    ORGULHO E PRECONCEITO (2005)

    Por Angélica Bito
    22/05/2009

    Algumas situações em comédias românticas são clássicas, como o ódio entre os protagonistas, que se transforma em amor. Essa situação, que pode parecer clichê nos filmes atuais, é explorada em um dos clássicos da literatura mundial, escrito por Jane Austen: agora, Orgulho e Preconceito ganha sua sétima versão (contando filmes para TV e minisséries), desta vez dirigida pelo estreante no cinema Joe Wright.

    No final do século 18, poucas coisas preocupavam mais as garotas do que arrumar um casamento. Numa época quando jovens são facilmente julgadas pela sociedade, esta é também a maior preocupação da Sra. Bennet (Brenda Blethyn). Afinal, ela tem nada menos do que cinco filhas para casar. Por isso, ela não pensa em outra coisa, assim como as garotas. A mais velha, Jane (Rosamund Pike), é a mais bela; Lizzie (Keira Knightley) não é tanto e é um pouco orgulhosa demais; Lydia (Jena Malone) e Kitty (Carey Mulligan) levam a busca por um marido bastante a sério e a mais jovem, Mary (Talulah Riley), prefere não pensar no assunto. Enquanto a mãe não pensa duas vezes antes de julgar suas filhas, elas encontram no pai (Donald Sutherland) a compreensão que precisam.

    Quando o Sr. Bingley (Simon Woods) compra uma casa na vizinhança, as garotas entram em polvorosa. Afinal, ele é o príncipe encantado com o qual elas sonham: belo, rico e solteiro. Seu melhor amigo é o esnobe sr. Darcy (Matthew Macfadyen). Enquanto o primeiro logo atrai a atenção de Jane, Darcy desperta interesse - mais curioso do que romântico - em Lizzie. Com fortes convicções, o novo vizinho parece ser um desafio à protagonista e, juntos, travam uma engraçada batalha intelectual. O final da história não importa. Afinal, trata-se de um dos romances mais conhecidos e interpretados.

    Keira Knightley está em sua performance mais cativante. Longe do estereotipo que a elevou ao status de símbolo sexual (o que quase a fez perder este papel, por sinal), Keira faz o papel de uma garota "mais ou menos bonitinha", porém de personalidade forte, marcante e, principalmente, carismática em atuação que lhe rendeu a primeira indicação ao Oscar e ao Globo de Ouro.

    O que atrai em Orgulho e Preconceito é a forma como essa história de amor é conduzida. De forma sutil e simples, o espectador é envolvido aos poucos por essa trama deliciosa. Especialmente se for do sexo feminino. Afinal, são as mulheres que mais idealizam romances perfeitos e atraentes como os contados nesta produção, aqueles cheios de reviravoltas, sofrimento e dor, mas com um toque redentor no final. Tudo isso está em Orgulho e Preconceito que, apesar de ser "quadradinho" demais, é capaz de conquistar o espectador na medida certa.