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    OS CROODS

    Divertida aventura animada para toda a família é mistura de <em>Os Flintstones</em> com<em> Avatar</em><br />
    Por Daniel Reininger
    18/03/2013

    Depois de quatro A Era do Gelo, parecia que animações com seres pré-históricos enfrentando a destruição de seu habitat sumiriam das telonas por um tempo. Aparentemente, ninguém avisou a Dreamworks disso. A empresa resolveu investir em Os Croods, mistura de Os Flintstones com Avatar que, apesar de não apresentar nada novo, consegue criar uma divertida aventura para toda a família.

    Com história simples e nada original, Os Croods se destaca pela relação dos personagens entre si e com o mundo à sua volta. São tipos bem comuns, como a velhinha descolada, o irmão bobão, a mãe compreensível. Todos em ótima sinergia. Sem falar na beleza dos cenários inspirados nas selvas do filme de James Cameron, com criaturas e plantas fantásticas.

    Grug
    (Nicolas Cage) é o patriarca dos Croods, Neandertais que vivem com medo de sair de sua caverna, afinal, “curiosidade mata”. O início do filme mostra bem os perigos e dificuldades da família. Em uma cena, mostram-se extremamente pilhados (até parecem estar sob efeito de cafeína) para disputar o ovo de um animal selvagem – seu café da manhã. A dificuldade é tanta que até o feroz bebê da família entra em ação, após o grito de guerra: “Soltem o bebê!”.

    O problema é que o mundo deles está acabando, literalmente. Não bastasse a filha Eep (Emma Stone) se cansar da vida de escuridão da caverna e se rebelar contra o pai, o continente onde vivem está sendo despedaçado por forças naturais. Uma noite, a adolescente sai de sua caverna e encontra Guy (Ryan Reynolds), rapaz inteligente e esclarecido, que conhece o fogo e outras facilidades como sapatos. Como já virou padrão em animações, ele tem um bicho de estimação fofo, uma preguiça rosa que adora um efeito dramático.

    Desse momento em diante, Guy é obrigado por Grug, na base da força bruta, a levar a família a um local seguro, usando sua inteligência para superar obstáculos. Além dos predadores e terremotos, o principal conflito apresentado na animação esta no confronto entre as crenças de Grug e as ideias inovadoras de Guy e como os dois homens afetam Eep - ainda dividida entre a luz de um novo futuro esclarecido e a escuridão de sua caverna.

    Embora os diálogos não sejam o forte da animação, a comédia física é animada e verdadeiramente divertida, com cenas engraçadas de trapalhadas, lutas e fugas - e o melhor, nenhuma envolve flatulências e fluídos corporais. O momento que Grug decide ser inovador e criar utensílios para impressionar sua família está entre os mais engraçados do longa. Para completar, o visual é impecável, o 3D é bem utilizado, sem exageros, e os efeitos sonoros completam a imersão.

    Perto do final, o filme dirigido por Chris Sanders (Como Treinar o Seu Dragão) perde a oportunidade de marcar uma geração de crianças e ser lembrado para sempre por um momento sombrio, como Bambi, O Rei Leão e outros fizeram ao longo dos tempos. Entretanto, a necessidade de fazer uma longa franquia impediu que a produção tivesse o final perfeito. Afinal, pra que fazer algo memóravel se é possível ganhar dinheiro com sequências infinitas, não é mesmo?