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    OS ESCOLHIDOS

    Terror paranormal cria clima de tensão, mas decepciona no final
    Por Daniel Reininger
    03/08/2013

    Os Escolhidos é um terror paranormal com ritmo lento, que gasta tempo demais na preparação e decepciona no final. Ao menos, até lá, o longa consegue ser intrigante, com clima semelhante ao de Atividade Paranormal.

    Na trama, Lacy (Keri Russell) e Daniel (Josh Hamilton) vivem nos subúrbios com os seus filhos. Seu único problema é a falta de dinheiro devido à recessão vivida pelos EUA. Sua vida pacata começa a se tornar um inferno quando distúrbios estranhos acontecem no meio da noite. No começo, os sinais lembram invasões de animais silvestres, mas, aos poucos, as situações ficam realmente assustadoras.

    O diretor e roteirista Scott Stewart faz um bom trabalho de ambientação, principalmente ao mostrar os efeitos da economia sobre a família suburbana. Daniel foi demitido e não consegue encontrar emprego e isso leva à crescente tensão com sua esposa. Os dois atores estão muito bem e criam uma relação verossímil, cheia de problemas antes mesmo dos acontecimentos estranhos começarem. Os atores mirins também ajudam com atuações consistentes.

    A produção vacila quando vai além do núcleo familiar. Existem muitos clichês do gênero, como o policial que trata o caso da invasão domicilar como algo natural e a empresa de alarmes que não dá a mínima quando os sensores ficam loucos, mesmo com o sistema funcionando perfeitamente.

    Outro problema é a falta de originalidade. O longa é uma mistura de Poltergeist com o estilo found footage e ainda busca inspiração em filmes clássicos de Steven Spielberg, principalmente na forma como apresenta personagens e situações. O resultado é uma trama previsivel e incapaz de manter o mistério sobre a entitade responsável por assombrar a família.

    Ao menos, a trilha sonora composta de Joseph Bishara ainda segura o clima. A participação de J.K. Simmons como expert de assuntos paranormais é boa, pena que sua explicação para os eventos não faça muito sentido - falha de roteiro, não de atuação.

    Apesar do mercado estar saturado desse gênero de terror, Os Escolhidos é um filme decente o suficiente para divertir, apesar de seu final decepcionante contradizer o enredo até então. A intenção inicial de criar algo opressivo e sombrio foi deixada de lado para não complicar demais as coisas. O resultado é um longa marcado por oportunidades perdidas, incapaz de amarrar todas as pontas a fim de garantir uma eventual continuação.