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    OS HOMENS SÃO DE MARTE... E É PRA LÁ QUE EU VOU

    Do teatro para as telas em boa adaptação
    Por Roberto Guerra
    25/05/2014
    7/10

    OS HOMENS SÃO DE MARTE... E É PRA LÁ QUE EU VOU

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    Comédia

    Sim, é provável que sua namorada o escale para acompanhá-la numa sessão desta comédia romântica. Não, você não vai ficar entediado como quando ela o chama para fazer compras. Homens São de Marte e é Pra lá Que Eu Vou! dialoga mais com as meninas, mas não é um clube da Luluzinha cinematográfico.

    O filme é a adaptação para cinema da peça homônima escrita e estrelada por Mônica Martelli. Sucesso de público, o monólogo ficou nove anos em cartaz e foi visto por mais de dois milhões de pessoas. Conta a história de Fernanda (Mônica), mulher cosmopolita, independente e bem-sucedida que busca encontrar um grande amor.

    Ao longo da trama ela se envolve com diferentes tipos de homens – um senador bonitão (Eduardo Moscovis), um milionário excêntrico (Humberto Martins) e um gringo riponga (Peter Ketnath). Em todas as investidas, acredita piamente ter encontrado o homem de sua vida. Mas, a despeito do otimismo da cativante Fernanda, nem sempre as coisas dão certo.

    O texto de Mônica, inspirado em suas próprias vivências, é comédia romântica na essência. Temos uma personagem central que luta pelo amor e tropeça um sem-número de vezes ao longo do caminho até encontrar a felicidade almejada. O gênero também pede elenco de apoio eficiente, que sustente a hilaridade da trama dando espaço às investidas amorosas da protagonista.

    Paulo Gustavo (Minha Mãe É Uma Peça) vivendo Aníbal, sócio da protagonista numa agência de casamentos, e Daniele Valente (Odeio o Dia dos Namorados), no papel de Nathalie, amiga de Fernanda, sustentam bem diversas situações cômicas graças ao talento inegável de ambos para o humor. São tão eficientes que, mesmo quando o texto não ajuda muito – e isso ocorre algumas vezes-, se saem bem.

    Mônica Martelli, por sua vez, leva às telas uma protagonista divertida e cativante. Fotogênica, com boa presença cênica, a atriz está contida na medida evitando os excessos comuns do teatro. Muito dessa eficiência do conjunto se deve ao trabalho de direção de Marcos Baudini (Bruna Surfistinha), que impõem um impecável acabamento estético e técnico ao filme.

    Os Homens São de Marte ... é comédia romântica, brasileira, e de boa qualidade. Pouco mais de hora e meia de humor bem feito, bem produzido e sem subjugar a inteligência do público. Vai fazer sucesso, vai encher salas, vai faturar, mas com méritos. E você, homem, acompanhando a namorada, noiva ou mulher, vai se divertir também. Afinal, somos de Marte e é pra gente que elas vêm, felizmente.