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    OS INCRÍVEIS

    Por Angélica Bito
    22/05/2009

    É engraçado como alguns nomes funcionam como verdadeiros carimbos de qualidade nos filmes. E não estou falando somente de atores ou diretores, mas, neste caso, estúdios. Em se tratando de animações, a Pixar é garantia de bons produtos, e não é à toa: filmes como Toy Story (1995), Monstros S.A. (2001) e Procurando Nemo (2003) são meus argumentos. Com Os Incríveis, a Pixar só comprova que vem ocupando um espaço no coração dos espectadores que cresce a cada filme produzido.

    A animação, dirigida por Brad Bird (O Gigante de Ferro), conta a história de uma família muito diferente: os Pêra. Quinze anos antes, o pai, Beto, era mais conhecido por ser o Sr. Incrível, super-herói número um da cidade. A Mulher-Elástica - ou Helena - também fazia parte do primeiro time de heróis. Na mesma época em que ela se casa com Beto, uma série de problemas começa a cair nas costas dos super-heróis, causando enormes gastos ao governo, que resolve criar um Programa de Relocação de Super-Heróis. Helena e Beto moram no subúrbio de uma cidade norte-americana e têm três filhos - o caçula Zezé, Flecha e Violeta (que, no começo, parece a garotinha vilã de O Chamado). Seria uma típica família de classe média norte-americana, se não fosse um detalhe: cada um da família Pêra tem seu próprio poder e, no seu dia-a-dia, se esforça para se encaixar entre as pessoas normais, uma vez que os super-heróis foram banidos da sociedade.

    Quando Beto é chamado para uma missão supersecreta e muito bem remunerada, ele resolve topar, mesmo trabalhando sem que Helena saiba - afinal, ela concorda com o fato de ter de viver escondendo seus poderes, ao contrário do marido. Quando o vilão Síndrome aparece ameaçando todos os super-heróis aposentados, a família Pêra reúne seus poderes para, mais uma vez, salvar o dia.

    O roteiro de Os Incríveis é uma mistura de X-Men com a HQ Watchmen. Mas, como acontece nessas duas referências citadas, não é a marginalidade que une seus personagens, mas sim o sentimento familiar. E, o que faz desta animação uma ótima aposta não somente para crianças (sim, você já aprendeu que não são somente crianças podem gostar de animações, certo?), mas também para adultos, é a qualidade visual aliada a um roteiro inteligente e tocante, sem nunca perder a diversão de vista. Os humanos de Os Incríveis não têm lá uma proporção muito real, mas têm carisma e até o vilão é capaz de conquistar a simpatia do público. Os cenários são de deixar qualquer um boquiaberto, assim como as cenas de ação, sempre permeadas por um humor inteligente.

    Não à toa, você tem visto Os Incríveis em todos os lugares: na lanchonete, nas livrarias, nas bancas de jornal, nas lojas de brinquedo... A animação da Pixar, feita em parceria com a Disney (a penúltima prevista no contrato entre as duas empresas), é a aposta dos cinemas para estas férias escolares. Pelo menos podemos dizer que ela leva um carimbo de qualidade, agradando a espectadores de todas as idades.