Poster de Os Incríveis

OS INCRÍVEIS

(The Incredibles)

2004 , 115 MIN.

Gênero: Animação

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Brad Bird

    Equipe técnica

    Roteiro: Brad Bird

    Produção: John Walker

    Fotografia: Andrew Jimenez, Janet Lucroy, Patrick Lin

    Trilha Sonora: Michael Giacchino

    Estúdio: Pixar Animation Studios, Walt Disney Pictures

    Elenco

    A.J. Riebli, Andrew Stanton, Billy Guardino, Bob Peterson, Bob Scott, Brad Bird, Brad Lewis, Bret "Brook" Parker, Bud Luckey, Christopher Leyva, Com as de: Craig T. Nelson, Deirdre Warin, Dennis "D.J." Jennings, Dominique Louis, Eli Fucile, Elizabeth Greenberg, Elizabeth Peña, Frank Thomas, Holly Hunter, Jason Lee, Jazzie Mahannah, Jean Sincere, Jeff Pidgeon, Joe Ranft, John Ratzenberger, Juliet Greenberg, Juliet Pokorny, Katherine Ringgold, Kimberly Adair Clark, Lori Richardson, Lou Romano, Louis Martin Braga III, Maeve Andrews, Mark Andrews, Mary Elizabeth Clark, Michael Bird, Nicholas Bird, Ollie Johnston, Pamela Gaye Walker, Patrick Walker, Pete Docter, Peter Sohn, Philip Wong, Randy Nelson, Samuel L. Jackson, Sarah Vowell, Spencer Fox, Stephen Schaffer, Ted Mathot, Teddy Newton, Wallace Shawn, Wayne Canney

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    É engraçado como alguns nomes funcionam como verdadeiros carimbos de qualidade nos filmes. E não estou falando somente de atores ou diretores, mas, neste caso, estúdios. Em se tratando de animações, a Pixar é garantia de bons produtos, e não é à toa: filmes como Toy Story (1995), Monstros S.A. (2001) e Procurando Nemo (2003) são meus argumentos. Com Os Incríveis, a Pixar só comprova que vem ocupando um espaço no coração dos espectadores que cresce a cada filme produzido.

    A animação, dirigida por Brad Bird (O Gigante de Ferro), conta a história de uma família muito diferente: os Pêra. Quinze anos antes, o pai, Beto, era mais conhecido por ser o Sr. Incrível, super-herói número um da cidade. A Mulher-Elástica - ou Helena - também fazia parte do primeiro time de heróis. Na mesma época em que ela se casa com Beto, uma série de problemas começa a cair nas costas dos super-heróis, causando enormes gastos ao governo, que resolve criar um Programa de Relocação de Super-Heróis. Helena e Beto moram no subúrbio de uma cidade norte-americana e têm três filhos - o caçula Zezé, Flecha e Violeta (que, no começo, parece a garotinha vilã de O Chamado). Seria uma típica família de classe média norte-americana, se não fosse um detalhe: cada um da família Pêra tem seu próprio poder e, no seu dia-a-dia, se esforça para se encaixar entre as pessoas normais, uma vez que os super-heróis foram banidos da sociedade.

    Quando Beto é chamado para uma missão supersecreta e muito bem remunerada, ele resolve topar, mesmo trabalhando sem que Helena saiba - afinal, ela concorda com o fato de ter de viver escondendo seus poderes, ao contrário do marido. Quando o vilão Síndrome aparece ameaçando todos os super-heróis aposentados, a família Pêra reúne seus poderes para, mais uma vez, salvar o dia.

    O roteiro de Os Incríveis é uma mistura de X-Men com a HQ Watchmen. Mas, como acontece nessas duas referências citadas, não é a marginalidade que une seus personagens, mas sim o sentimento familiar. E, o que faz desta animação uma ótima aposta não somente para crianças (sim, você já aprendeu que não são somente crianças podem gostar de animações, certo?), mas também para adultos, é a qualidade visual aliada a um roteiro inteligente e tocante, sem nunca perder a diversão de vista. Os humanos de Os Incríveis não têm lá uma proporção muito real, mas têm carisma e até o vilão é capaz de conquistar a simpatia do público. Os cenários são de deixar qualquer um boquiaberto, assim como as cenas de ação, sempre permeadas por um humor inteligente.

    Não à toa, você tem visto Os Incríveis em todos os lugares: na lanchonete, nas livrarias, nas bancas de jornal, nas lojas de brinquedo... A animação da Pixar, feita em parceria com a Disney (a penúltima prevista no contrato entre as duas empresas), é a aposta dos cinemas para estas férias escolares. Pelo menos podemos dizer que ela leva um carimbo de qualidade, agradando a espectadores de todas as idades.



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