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    OS INCRÍVEIS 2

    Por Daniel Reininger
    22/06/2018

    Há 14 anos, a heroica família Pêra se unia contra o mal em um filme que marcou uma geração. Agora, temos uma sequência capaz de superar o excelente original em diversos pontos e isso não é pouca coisa. Pois é, amigos, Os Incríveis 2 volta a equilibrar bem a dinâmica familiar e questões emocionais com as aventuras típicas de super-heróis. Sem falar que ainda introduz novos temas, como a discussão de gênero. Mais importante de tudo, o filme tem carisma e muito coração.

    Brad Bird (Os Incríveis) teve a ótima ideia de não apenas continuar a dinâmica do primeiro filme, mas sim inverter os papéis.  Anteriormente, a trama se concentrava no desejo de Roberto voltar à glória como Sr. Incrível, após a proibição de super-heróis, agora é a vez de Helena assumir essa missão.

    O longa começa imediatamente de onde o primeiro parou, com uma batalha contra o Escavador, que aterroriza os cidadãos no final do longa anterior. Mas a batalha arrasa a cidade e a luta pelo retorno dos heróis volta à estaca zero. É aí que aparece Winston Deavor, magnata que quer trazer os super-heróis de volta com a ajuda da tecnologia criada por sua irmã, a genial Evelyn, que permite ao público acompanhar todos os movimentos da Mulher-Elástico.

    A interessante discussão de gênero dentro da família Pêra também aparece entre os Deavors. Evelyn parece contente em viver à sombra do irmão, mas Helena a encoraja a abraçar seu brilhantismo e seguir seu próprio caminho. Enquanto Mulher-Elástico está vivendo algo que Roberto viveu no primeiro longa, o Sr. Incrível tem bastante espaço para aparecer, mas dessa vez, em casa, garantindo alguns dos momentos mais divertidos da animação.

    Mesmo com tantos filmes de super-heróis lançados nos últimos anos, Os Incríveis 2 não cai na mesmice e foca temas como paternidade e família sem deixar a temática dos heróis de lado. Mas sim, as missões da Mulher-Elástico são muito divertidas e, quando todos os heróis se juntam, a coisa fica ainda melhor e só nos faz refletir ainda mais como a Warner conseguiu não empolgar com Liga Da Justiça, já que a Pixar e a Marvel têm repetido o sucesso de filmes de times de heróis em qualquer formato e com quaisquer personagens. Enfim, esse é assunto para outra hora.

    Falando da parte técnica, fica claro que os 14 anos entre o original e a sequência fizeram muito bem, afinal a animação parece mais realista, sem perder o charme estilizado do clássico de 2004. É simplesmente lindo de assistir e a trilha é ótima.

    Essa aventura é uma das melhores animações já feitas e, com certeza, um dos melhores filmes de super-heróis. Capaz de se distanciar do original, sem perder sua essência, o longa foca o ponto mais importante: a família Pêra e a capacidade desses personagens trabalharem juntos diante de situações impossíveis, nem que a emergência seja lidar com um bebê com diversos poderes absurdamente fortes.

    Um dos aspectos mais importantes da sequência é sua capacidade de expandir o universo, sem perder o foco na história e em seus personagens. Temos novos personagens, que oferecem uma visão melhor de como os heróis vivem durante a proibição, entendemos melhor como o público e governo lidam com essas questões, tudo de forma sutil e bem trabalhada.

    É clichê demais dizer que Os Incríveis 2 é incrível, mas terminar essa crítica sem essa frase seria um desperdício, afinal, o longa merece muito esse elogio.