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    OS INSTRUMENTOS MORTAIS: CIDADE DOS OSSOS

    Cópia descarada de Crepúsculo. E só.
    Por Roberto Guerra
    20/08/2013

    Certa vez, Abelardo Barbosa, o Chacrinha, disse: "Na TV nada se cria, tudo se copia". A máxima vale também para o cinema, ao menos o cinemão comercial holliwoodiano que, a despeito dos muitos recursos financeiros à disposição, teme o novo e foge do risco como o diabo da cruz. Resta, então, a mediocridade e repetição, como neste filme para adolescentes que tem jovem protagonista gatinha, triângulo amoroso, vampiros, lobisomens, coisas que brilham e até mesmo título e subtítulo ao melhor estilo da Saga Crepúsculo, que copia descaradamente, assim como a outros filmes de fantasia recentes.

    Dá até preguiça intelectual de escrever sobre, mas vamos lá. A história gira em torno de uma jovem chamada Clary (Lily Collins, a melhor coisa do filme), que vive uma vida normal até que começa a desenhar um símbolo misterioso, espécie de runa, que não faz ideia do que significa. O desenho aparece até mesmo na espuma do café que vai tomar, o que não faz o menor sentido, mas é melhor não buscar sentido e sutileza nesse filme.

    A runa é uma espécie de prenúncio de memórias reprimidas que começam a aflorar em sua cabeça. Segue-se então o sumiço de sua mãe e a destruição do apartamento onde morava por um cão demoníaco. Resta à Clary seguir seu destino ao lado de um loirinho enigmático - e mau ator como Robert Pattinson - e o amigo Simon, outro vértice do triângulo amoroso, que no filme parece palito de fósforo usado, não serve para nada.

    As descobertas da protagonista passam por uma Nova York subjacente, invisível aos olhos de humanos comuns, repleta de seres fantásticos. Ela vai parar numa espécie de QG de caçadores de demônios, uma Hogwarts comandada por um Dumbledore sem barbas e insosso. Lá, o triângulo amoroso vira um quadrado, pois entra em cena um personagem gay que vê em Clary uma ameaça a seu desejo – muito dissimulado – pelo loirinho enigmático.

    Sem inteligência, charme e muito menos originalidade, Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos bebe da fonte de tudo o que já foi feito e refeito na última década. Uma colcha de retalhos cansativa, cheia de clichês e longa demais. Os efeitos especiais oscilam de aceitáveis para toscos ao longo da projeção – até nisso copia Crepúsculo – e no gênero fantasia fica muito aquém de produções televisivas como True Blood, Game of Thrones e mesmo Buffy – A Caça Vampiros.

    Não vou dar mais detalhes sobre a trama. Seria escrever sobre o óbvio e dedutível. O grande drama de Os Instrumentos Mortais - além de ter de assisti-lo até o fim - é ver uma atriz com o potencial de Lily Collins sendo subaproveitada. Troque já de agente, menina.