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    OS MERCENÁRIOS 3

    Tentando alcançar público jovem, filme faz más escolhas
    Por Roberto Guerra
    18/08/2014

    Sem blablablá, vamos direto ao ponto: este Mercenários ficou aquém do último filme da franquia. A intenção era seguir a fórmula acertada do segundo longa – um misto bem azeitado de cenas de ação e humor -, mas este terceiro episódio derrapou graças a escolhas equivocadas de seu roteiro. A principal delas: inserir um monte de personagens jovens e dispensáveis.

    O time fixo está lá: Stallone, Schwarzenegger, Lundgren, Statham Crews e Li, mais as participações especiais dos veteranos Harrison Ford, Wesley Snipes, Antonio Banderas e Mel Gibson. Estava de bom tamanho, até porque o maior atrativo da série é ver a velha guarda reunida. Bastava muita ação – e o filme começa com uma boa sequência – e continuar não se levando a sério.

    Mas Stallone e seus parceiros de roteiro intentaram ir além de seu público cativo e dialogar com os jovens. Criaram então um grupo de novos personagens, interpretados por Glen Powell, Victor Ortiz, Ronda Rousey, e Kellan Lutz. Eles são recrutados por Barney Ross (Stallone) para formar uma juvenil equipe de mercenários.

    As motivações de Ross para deixar de lado os velhos parceiros não convencem seus amigos tampouco o público. Segue-se o demorado recrutamento da nova equipe. Kelsey Grammer interpreta o cara que ajuda Barney a encontrar seus novos guerreiros. Como manda o clichê, Barney cruza com cada um deles no providencial momento em que estão exibindo suas habilidades.

    Gibson é o vilão, um ex-mercenário que abandonou a carreira para se transformar em milionário traficante de armas. Ele como antagonista e Antonio Banderas como um soldado ansioso e excessivamente falador são responsáveis por alguns bons momentos do filme. Harrison Ford não brilha tanto como chefão da CIA, mas também não compromete.

    O filme perde muito de seu tempo tentando o impossível: fazer com que nos interessemos pela trupe de jovens mercenários. Eles ocupam espaço precioso dentro da trama, não convencem ninguém e parecem um estorvo. Como a história se encadeia mal, as cenas de ação terminam por parecer vazias e repetitivas, apesar de bem feitas.

    Para conseguir uma classificação etária mais baixa, os realizadores abdicaram totalmente de sequências mais violentas. Tudo é muito asséptico, light, o que é um desrespeito com a geração que cresceu assistindo aos filmes protagonizados pelos traquejados atores reunidos aqui.

    Querer agradar fãs veteranos de ação com uma trama palatável para uma criança de 12 anos não dá. Isso é coisa de mercenário, mas naquela outra acepção que a palavra tem.