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    OS PENETRAS

    Filme reúne dois grandes humoristas da atualidade e consegue decepcionar de ponta a ponta
    Por Roberto Guerra
    26/11/2012

    Difícil conceber um filme estrelado por Marcelo Adnet e Eduardo Sterblitch sem graça. Pois é, mas o fato é que Andrucha Waddington (de Eu Tu Ele e Lope) fez o difícil. Os Penetras não é uma comédia de humor rasgado nem contido. É tão somente uma comédia falha, irregular e pouco criativa, como o são a maioria dos filmes de humor nacionais.

    Aqui, ao menos, fez-se um filme de verdade e não um apanhado de esquetes televisivas. O problema está no roteiro anêmico cujas situações cômicas são de uma falta de originalidade atroz.

    Difícil aceitar que quatro roteiristas (Nina Crintzs, Rafael Dragaud, Marcelo Vindicato e Waddington) não tenham pensado, por exemplo, em coisas mais criativas que um sequência na qual o personagem de Adnet aplica golpe num restaurante fingindo estar passando mal. Não dá para rir disso. Não nos dias de hoje. E assim segue Os Penetras.

    Adnet é (ou ao menos diz ser) Marco Polo, um malandro que vive de aplicar pequenos golpes em turistas estrangeiros ou qualquer trouxa em potencial que cruze seu caminho. Quando conhece Beto (Streblitch), um cara ingênuo atrás de reconquistar a mulher, vê ali a chance de faturar uma grana fácil em cima do mané desesperado. Ele, então, se propõe ajudar Beto a reconquista a mulher amada, o que irá lhe custar muito dinheiro, claro. Mas, ao conhecer Laura (Mariana Ximenes), Polo também se apaixona por ela.

    Como se vê, a trama até poderia ter rendido momentos divertidos caso tivesse sido bem desenvolvida. Os ingredientes eram sortidos: dois bons humoristas (Adnet e Sterblitch), um elenco de apoio recheado de grandes nomes como Mariana Ximenes, Luís Gustavo, Andréa Beltrão, Stepan Nercessian e Susana Vieira, um diretor que entende de seu ofício e produção de ponta da Conspiração Filmes. O que deu errado? O desprezo contumaz dos brasileiros pela alma do filme: o roteiro.

    Ao final de Os Penetras (que tem desfecho condizente com o que se vê ao longo do filme, ou seja, tolo e nada inventivo), fica uma sensação totalmente contraditória: aquele estado enlevado de quem terminou de ver uma comédia não existe. Bate, na real, uma tristeza. Desânimo de ver tanto potencial humano e financeiro desperdiçado.