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    OS SMURFS

    Por Celso Sabadin
    18/07/2011

    Um publicitário pressionado pela sua chefe precisa criar uma campanha de marketing genial em apenas dois dias. Para piorar a situação, ele tem sua vida virada de cabeça para baixo por estranhos seres do mundo da magia que, claro, acabarão eles próprios por encontrar a solução do problema. Não, esta não é a trama manjadíssima de mais um episódio da antiga série A Feiticeira. Por incrível – e batido – que pareça, trata-se de um roteiro de uma estréia: Os Smurfs. E um roteiro escrito por quatro roteiristas!

    Na verdade, o maior objetivo do filme é apresentar às novas gerações (e reapresentar às não tão novas) os personagens Smurfs, criados pelo cartunista belga Peyo (nome artístico de Pierre Culliford), e publicados pela primeira vez em 1958. Os pequenos duendes azuis ganharam fama mundial através da série de TV produzida a partir de 1981 pela Hanna-Barbera, e chegam agora ao longa assinado pela divisão de animação da Sony Pictures.

    Com a clara intenção de inaugurar uma nova franquia recheada de lucrativos licenciamentos, fica claro que a originalidade do roteiro realmente não seria uma preocupação fundamental. Os escritores recorreram até à conhecidíssima fórmula de fazer com que seus estranhos personagens provoquem confusões em Nova York, expediente dos mais batidos repetidos em bilhões de comédias anteriores.

    Mas como roteiro sem criatividade nunca foi empecilho para Hollywood, o filme acaba funcionando bem, como um domingo no parque. O diretor Raja Gosnell, que em dois longas da série Scooby-Doo já acumulara experiência em misturar ação filmada com personagens virtuais, tira de letra a carência do argumento dando ao público o que ele espera: ritmo ágil e muita correria para as crianças, bom humor para os adultos (com destaque para o gato Cruel), e bastante carisma nos homenzinhos azuis, para a felicidade dos fabricantes de brinquedos. Tudo com um convincente apuro técnico e um 3D que, se não é dos mais impressionantes, também não faz tão feio quanto os mais recentes que passaram por aqui.

    Mesmo porque, no atual modelo de negócios hollywoodiano, mais importante que ir bem nos cinemas, é fazer sucesso no McDonald´s. Vale o passeio.