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    OUIJA - O JOGO DOS ESPÍRITOS

    Terror adolescente não acrescenta nada ao gênero
    Por Júlia Fernandes
    11/12/2014

    Todo o misticismo e a curiosidade por trás da história e das possibilidades de um tabuleiro espírita Ouija são jogados fora no filme homônimo, mais um de (quase) terror adolescente que não irá acrescentar nada ao gênero.

    Em Ouija - O Jogo Dos Espíritos, Laine (Olivia Cooke) e Debbie (Shelley Hennig) são amigas que, na infância, gostavam de brincar com o tabuleiro de forma despretenciosa. Quando Debbie resolve jogar sozinha, ela liberta algum tipo de força maligna que a faz cometer suícidio, e agora Lane e seus amigos terão que jogar novamente para tentar descobrir o que está por trás da misteriosa morte.

    Com atores desconhecidos, o filme de estreia de Stiles White na direção propõe mais do mesmo em sequências clichês, na típica linearidade desses filmes: alguém morre, alguém resolve investigar, todo mundo se mete em confusão por mexer com o que não devia, etc. Não bastasse as atuações medíocres de pessoas que mal conseguem chorar a morte da amiga, os elementos que levam ao susto são tão previsíveis que todas as vezes que algo estiver para acontecer (e esses momentos são contáveis nos dedos) a chance do espectador se assustar de fato é mínima.

    A história se desenrola de forma arrastada e aparenta não ter preocupação em encaixar fatos plausíveis. Ocorrem coincidências que por acaso ajudam os jovens, como o fato de Debbie constantemente fazer vídeos de si mesma realizando atividades, como limpar o sótão, revelando assim mais uma versão daquela velha história de que uma caixa velha cheia de objetos pode conter a chave do problema. O objetivo era criar uma espectativa crescente com pequenas pistas dos espíritos, como é feito em Atividade Paranormal, mas com certeza esse não é o efeito alcançado.

    Sem explicação ou tentativa de dar sentido ao contexto dos acontecimentos aterrorizantes, o filme acrescenta às tentativas frustradas de susto algumas mortes que poderiam ser bem elaboradas e relacionadas ao mistério do jogo, mas acabam sendo cópias, mais pobres, inclusive, das fatalidades bizarras que vemos na franquia Premonição.

    Único rosto conhecido do longa, Lin Shaye, que interpreta a médium em Sobrenatural (exemplar bem mais convincente do gênero), tem a personagem desperdiçada como uma senhora que viveu na casa mal assombrada pelo tabuleiro, mas sua participação no fornecimento de pistas só deixa a história, e o final, ainda mais sem pé nem cabeça.

    Em resumo, o filme pode até pregar uma peça ou outra nos mais distraídos e agradar os adolescentes que preferem algo mais próximo e leve. Mas, no final das contas, é só mais um compilado de referências de outras produções, sem condições de entrar para listas de filmes de terror com objetos amaldiçoados que realmente causam um frio na espinha.