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    OUIJA - ORIGEM DO MAL

    Sequência supera fraco primeiro filme, mas empolga pouco
    Por Daniel Reininger
    19/10/2016

    Ouija - Origem Do Mal é bem melhor do que o primeiro filme, não que isso seja algo difícil de se conseguir, mas, ao menos, já é uma boa notícia para os amantes do terror. O longa é um prólogo que conta como uma mãe e suas duas filhas mexeram com forças desconhecidas e acabaram pagando o preço por isso.

    Enquanto no primeiro filme um grupo de jovens é assombrado por quebrar as regras do jogo "Não jogar sozinho, não jogar no cemitério e dizer adeus", aqui as coisas acontecem quando uma vidente charlatona resolve usar o tabuleiro como forma de enganar seus clientes, colocando eventos em ação que culminaram nos espíritos do filme original.

    Alice (Elizabeth Reaser) usa suas filhas para tentar ganhar dinheiro e dar conforto a pessoas que sofreram uma perda recente. A família tem problemas financeiros desde que o marido da vidente morreu, então ela procura novas formas de revigorar seu negócio e um tabuleiro de Ouija parece ser a coisa certa a usar. Só que quando a jovem Doris, de nove anos, prova ser capaz de canalizar os mortos, tudo deteriora rapidamente.

    De fato, as coisas pioram para a família e também para o público a partir daí. É irritante a forma como todos em volta de Doris ignoram o fato de ela falar com mortos e mudar completamente de comportamento desde que passou a usar o tabuleiro. Com isso, os clichês se repetem incansavelmente a essas alturas e tudo que já vimos em filmes como Atividade Paranormal se repete na telona. A narrativa se perde também ao utilizar atalhos, como a resolução milagrosa dos problemas financeiros da família.

    Apesar de algumas boas cenas, o longa não é capaz de criar uma atmosfera de tensão, embora a câmera faça um bom trabalho em transformar a casa em um lugar claustrofóbico ao abusar dos closes e ação em espaços apertados. É uma boa técnica, mas não o suficiente para manter o longa interessante do começo ao fim, especialmente no fraco terceiro ato, quando os sustos não empolgam e dependem completamente de barulhos altos e cenas de criaturas horripilantes para tentar tirar alguma reação do público.

    Alguns erros de roteiro e de lógica, como a decisão dos protagonistas de apenas mudar de quarto para confabular contra os fantasmas na esperança de estarem sozinhos, como se a porta fechada os impedisse de ouvi-los, são detalhes que atrapalham, acabam de vez com a tensão e tiram os espectadores do sério, transformando essa obra em mais um filme genérico de possessão sobrenatural.