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    PANTERA NEGRA

    Por Daniel Reininger
    06/02/2018

    Pantera Negra não é como nenhum outro filme da Marvel. Muito mais sério, impactante e relevante, traz uma importante mensagem, sem deixar a ação intensa de lado - e ainda conta com a vantagem de ter uma história inteligente e personagens carismáticos.

    + 10 motivos que explicam porque Pantera Negra é um dos melhores da Marvel

    A trama começa dias após Capitão América: Guerra Civil e mostra o início conturbado do reinado de T'Challa (Chadwick Boseman): os desafios que precisa enfrentar, o legado de seus antepassados e a sua obrigação como líder de Wakanda. Tudo piora quando Ulysses Klaw (Andy Serkis), inimigo número 1 do país, ressurge e o novo rei precisa tomar uma difícil decisão de seguir a ideologia do seu falecido pai ou começar a mudar as coisas.

    + Conheça os personagens do filme

    É óbvio que o filme é marcante por ser o primeiro longa realmente bom com um super-herói negro, realmente respeitando a cultura africana em diversos pontos, e só isso já vale uma discussão inteira (tanto que temos um texto para falar desse assunto), mas como obra de ação e nova adição ao Universo Cinematográfico da Marvel, o longa também é digno de aplausos.

    A narrativa flui bem, com tom político relevante, ótima representatividade feminina desde o início e uma ideologia que vai muito além do básico "vamos manter o mundo a salvo", afinal, trata de questões mais reais e urgente em nossa sociedade. Sim, é um filme de herói cheio de lutas, tecnologia, porrada, cenas animais – e de animais... Com armaduras por sinal - e com discurso de peso. O humor na medida certa, serve mais para deixar as coisas mais pessoais e não só arrancar risadas fáceis dos espectadores.

    O grande lance é que o drama se desenvolve de forma coerente, sem forçar a barra e com uma pegada de filme de espionagem repleto de questões políticas. Além disso, tanto o protagonista quanto os coadjuvantes são ótimos, a ponto de deixar tudo credível. E o vilão vivido por Michael B. Jordan, Erik Killmonger, causa sentimentos conflituosos no público, afinal seu discurso faz sentido, apesar de extremista – é o melhor do Universo Cinematográfico da Marvel desde Loki (Tom Hiddleston).

    Destaque também para Lupita Nyong'o, como Nakia e Danai Gurira, como Okoye. Ambas são simplesmente sensacionais, com personagens profundas e bem desenvolvidas, badass para caramba e bastante carismáticas.

    Visualmente, o longa se destaca com uma produção de arte primorosa, cenários criativos e bastante impactantes, ótimos figurinos com elementos culturais africanos e lutas muito bem coreografadas. O CGI dá vida à Wakanda, cuja capital é uma cidade futurista e utópica com arquitetura e grafites capazes de garantirem o realismo.

    Claro que nem tudo é perfeito, a trama é um pouco previsível, não que isso seja algo grave, e nem sempre Andy Serkis acerta na atuação de seu perturbado Ulysses Klaw. Além disso, a presença de Everett K. Ross (Martin Freeman) é difícil de justificar, afinal fala-se tanto de proteger Wakanda do mundo exterior, e fica estranho que, de repente, todo mundo acha normal um agente da CIA andando pelo país. Mas são detalhes, apontados mais para justificar porque o filme não é perfeito do que como motivos de real incômodo.

    Pantera Negra ainda possui um inesperado lado espiritual para um filme de heróis. Obviamente, todos queriam um longa relevante no quesito representatividade, mas poucos esperavam uma obra profunda em tantos aspectos, ao mesmo tempo que se mantém fiel aos quadrinhos e ao legado do personagem. O longa é uma celebração à cultura negra e uma obra impactante do começo ao fim, sem deixar a diversão de lado. Wakanda para sempre!