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    PARIS, TE AMO

    Por Angélica Bito
    06/07/2007

    Paris, Te Amo traz quase um dream team de cineastas de destaque no cenário cinematográfico contemporâneo. Nomes vindos dos EUA (Gus Van Sant, irmãos Cohen, Wes Craven, Alexander Payne, Vincenzo Natali, Richard LaGravenese, Bruno Podalydès), Europa (Olivier Assayas, Frédéric Auburtin, Sylvain Chomet, Isabel Coixet, Gérard Depardieu, Tom Tykwer), África (Oliver Schmitz, Gurinder Chadha), Ásia (Christopher Doyle - australiano, mas mais conhecido por ter dirigido a fotografia de oito filmes do chinês Wong Kar Wai -, Nobuhiro Suwa) e América Latina (Alfonso Cuarón e os brasileiros Walter Salles e Daniela Thomas) foram reunidos neste projeto em homenagem à cidade que dá nome ao longa. Fora o time de atores que atuam nos 18 curtas-metragens que fazem da produção uma genuína e emocionante homenagem à lúdica Paris.

    Os curtas-metragens que compõem Paris, Te Amo traçam um painel bastante peculiar sobre a capital francesa. O amor sempre permeia as histórias retratadas no longa, seja os perdidos, os encontrados e os idealizados. Os personagens no filme sempre encontram o amor nas ruas de Paris, nem que seja em sonhos. Também é possível perceber a "mão" de cada diretor em seus respectivos curtas. Por exemplo: Longe do 16º Distrito, dos brasileiros Walter Salles e Daniela Thomas, mostra a história de uma mãe (vivida por Catalina Sandino Moreno, atriz colombiana indicada ao Oscar por Maria Cheia de Graça) que deixa seu bebê numa creche antes de passar muitas horas dentro do transporte público parisiense para chegar ao seu trabalho, onde cuida do bebê de uma família rica. A história deste curta pode se passar na França, mas poderia muito bem acontecer no País dos cineastas, como bem sabemos. Tuileries é uma engraçada história sobre um turista norte-americano (Steve Buscemi) que apanha no metrô de Paris; existe o humor sutil e pitadas de violência e non-sense típicos dos filmes dirigidos pelos irmãos Cohen, que assinam este segmento. Em Porte de Choisy, Christopher Doyle explora muito bem a beleza oriental que tanto valoriza nas produções nas quais assina a direção de fotografia. Desta forma, todos os curtas são desenvolvidos com identidade, coesos e unidos pelo amor, que toca seus personagens enquanto circulam pelos bairros e pontos turísticos de Paris.

    Os segmentos de Paris, Te Amo são capazes de tocar o espectador explorando vários gêneros cinematográficos: a comédia, o drama, o romance e o terror permeiam os curtas-metragens. Mais do que um painel sobre Paris, o longa traça, também, um painel do que está sendo feito no cinema contemporâneo, já que os envolvidos no projeto são nomes representativos no cenário atual. Paris, Te Amo toca não somente os espectadores que são apaixonados por Paris, mas, principalmente, os que nutrem fortes sentimentos pelo cinema.