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    PIRATAS DO CARIBE - O BAÚ DA MORTE

    Por Celso Sabadin
    21/07/2006

    Saí da projeção de Piratas do Caribe 2 - O Baú da Morte meio tonto. A quantidade de informações que o filme bombardeia sobre nossos olhos, ouvidos e mentes chega a atordoar. São duas horas e meia de um visual arrebatador, direção de arte exuberante e efeitos especiais que fazem até os mais céticos acreditarem que piratas de verdade podem desembarcar a qualquer momento num cinema perto de você. Com alguma imaginação, quase se sente o cheiro dos marujos. Ah, claro, a música não pára quase nunca, como virou mania entre os arrasa-quarteirões.

    Vale, antes de mais nada, uma recomendação: para curtir melhor esta continuação, tente ver (ou rever) o primeiro filme. O roteiro deste não se preocupa em explicar o episódio anterior e talvez a intenção seja esta mesma. Assim, todos nós alugamos e/ ou compramos mais DVDs do filme de 2003. A ação já começa como se estivéssemos entrado no cinema no meio da projeção. Desta vez, o capitão Jack Sparrow (Johnny Depp, impagável) descobre que tem uma dívida de morte com o legendário Davey Jones (Bill Nighy, irreconhecível debaixo de uma maquiagem virtual de polvo humano, ou coisa parecida), capitão do navio fantasma Flying Dutchman. O descolado Jack não vai medir esforços para encontrar uma forma de fugir de sua eterna maldição, nem que para isso seja necessário envolver até o pescoço os "amigos" Will Turner (Orlando Bloom) e Elizabeth Swann (Keira Knightley).

    O roteiro, na verdade, não é o forte de Piratas do Caribe 2. Algumas idas e vindas desnecessárias acabam criando "barrigas" (momentos redundantes nos quais o filme parece "patinar") que quase prejudicam o resultado final. Quase. O fascínio visual da produção é tão sedutor que acaba superando as fragilidades da narrativa. Seu grande mérito é utilizar com competência o que há de mais moderno em termos de recursos visuais cinematográficos para recriar diante dos nossos olhos um dos mundos mais antigos que as câmeras já captaram: o dos piratas.

    A franquia Piratas do Caribe é uma espécie de Indiana Jones deste início de século. Da mesma forma que Steven Spielberg e George Lucas ressuscitaram na tela grande do cinema, com toda a tecnologia disponível na época, as aventuras clássicas e juvenis que faziam a alegria das matinês dos nossos pais e avós, agora o diretor Gore Verbinski e o produtor Jerry Bruckheimer nos fazem mergulhar no fascinante universo de navios fantasmas, bucaneiros e tesouros escondidos. O encanto é inevitável. Junte-se a isso um elenco dos mais carismáticos e o resultado é um mega-sucesso que superou os US$ 130 milhões de bilheteria somente no seu primeiro final de semana nos EUA, batendo todos os recordes de estréia em todos os tempos (o anterior era do Homem-Aranha, com US$ 114,8 milhões).

    Desnecessário dizer que o terceiro capítulo - filmado simultaneamente a este segundo - está previsto para 2007. Em time que está faturando não se mexe.