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    PLAYGROUND

    Triste, o documentário toca numa questão ignorada pela sociedade norte-americana<br />
    Por Angélica Bito
    26/10/2009

    Os créditos de coprodutores de George Clooney e Steven Soderbergh em Playground certamente elevam a curiosidade do espectador em relação ao documentário. Além disso, o tema é de discussão tão pertinente quanto urgente. No entanto, a diretora, a estreante em longas-metragens Libby Spears, parece estar mais interessada na própria investigação do tema do que em sua apresentação, cinematograficamente, tendo como resultado um documentário de mão pesada e cansativo, embora dure somente 85 minutos. Parece mais.

    Playground tem início na Ásia, onde o turismo sexual é prática mais conhecida do que condenada. Mas não é lá que Libby centra sua investigação: ela volta sua atenção aos EUA, mostrando que a exploração sexual de menores de idade é mais praticada neste país do que na Tailândia ou Vietnã. É um filme-denúncia que, além de depoimentos, é baseado em dados estatísticos. O filme toca também no abandono de crianças. O mais interessante do documentário, cinematograficamente falando, são as belas e delicadas animações da artista japonesa Yoshitomo Nara, cujos traços e figuras são bastante peculiares e únicos. Mas até essas intervenções acabam cansando, em dado momento.

    Libby Spears levou cinco anos para concluir Playground. A ideia surgiu em 2001, enquanto produzia um filme nas Filipinas e na América Central que discutia a autoimagem sexual de algumas mulheres. Durante as filmagens, em 2004, a diretora criou a a Nest Foundation, organização para conscientização local e global em relação a este tema e, definitivamente, Playground cumpre esse papel no sentido da conscientização.

    Desta forma, é impossível questionar a relevância social de Playground. É um documentário triste, cruel. Os depoimentos não são tão esclarecedores assim, muitos deles ficam no lugar comum, tocando em temas conhecidos, mas ignorados. No entanto, as intenções de Libby – alertar o público quanto à ignorada presença da exploração sexual infantil também nos EUA – são louváveis e, de certo modo, alcançadas pela diretora, que, com o apoio de Cloney e Soderbergh, sem dúvidas ecoam.

    Playground, de Libby Spears
    Dia 4/11 (quarta-feira), Espaço Unibanco Pompéia 10, 16h20 (Sessão 1332)
    Dia 5/11 (quinta-feira), Cine Bombril 1, 16h20 (Sessão 1388)