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    PODER PARANORMAL

    Filme tem um início promissor mas se perde ao longo do caminho com trama improvável<br />
    Por Roberto Guerra
    17/09/2012

    Os chamados Filmes B de antigamente ganharam status diferente nos dias de hoje. Como no caso deste, costumam ser edulcorados por grandes nomes do cinema, já sem tanto prestígio como antes, para driblar a desconfiança do público e levá-lo às salas de cinema. Na maioria das vezes, funciona.

    Em Poder Paranormal, dirigido por Rodrigo Cortés, do bom Enterrado Vivo, temos Sigourney Weaver e Robert De Niro tão somente como chamarizes para uma trama improvável sobre paranormalidade e seus truques baratos, que leva o público a uma viagem de quase duas horas de sustos e revelações pretensamente surpreendentes.

    Weaver é Margaret Matheson, cientista taciturna que vive de refutar publicamente charlatões que se dizem detentores de poderes sobre-humanos. Seu fiel escudeiro é o jovem doutor em Física Tom Buckley (Cillian Murphy, de A Origem), que parece tão ou mais cético que sua mentora. Quando renomado médium Simon Silver (Robert De Niro) volta à cena, depois de anos de afastamento após um episódio nebuloso, Buckley se sente tentado a investigar seus métodos, mas encontra a resistência de sua chefe. Segredos improváveis são, então, revelados e ameaçam por em perigo a vida de todos os envolvidos.

    A percepção de se estar assistindo a apenas uma distração rasa não vem logo. Poder Paranormal tem um início promissor e nos leva a crer, ao menos por algum tempo, estarmos diante de algo diferente. Não demorar muito, no entanto, para essa impressão fugaz ser desfeita por um enredo frágil que envolve um jovem em coma e segredos não revelados que parecem inseridos a fórceps no filme para manter a atenção do espectador presa, enquanto nada de realmente importante acontece.

    Weaver, destaque do filme, contribui para acreditarmos estar diante de um thriller de atmosfera assustadora e enredo acima da média. Sua personagem é reservada e ambígua e sugere ao público uma mulher que esconde importantes segredos. O problema é que os tais “segredos” não são tão importantes e reveladores como se supõe. E nesse crescendo de frustração, chegamos a um final inverossímil do qual, da empolgação do início, só resta um tédio decepcionante como um filme cheio de possibilidades, mas fracamente desenvolvido.