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    PODER SEM LIMITES

    Fato raro no gênero "câmera subjetiva", filme não deixa espectador sair do cinema frustrado
    Por Roberto Guerra
    01/03/2012

    Mockumentaries são filmes em forma de documentário, mas que na verdade não são reais. As situações mostradas são fictícias, só que mostradas como fatos registrados por um ou mais cinegrafistas que, nestes casos, também são os personagens principais. Poder Sem Limites é mais nova empreitada do gênero a chegar aos cinemas. Seguindo a carreira de seus antecessores, custou pouco e fez bonito nas bilheterias. Só que aqui, fato raro, os fãs do gênero “câmera na não” não vão sair do cinema frustrados e se sentindo enganados.

    O filme começa quando Andrew (Dane DeHaan), um rapaz comum e impopular no colégio, liga sua câmera e começa a fazer um documentário de sua vida particular, levando sua nova distração onde quer que vá. O roteiro não se preocupa muito em explicar porque ele resolve filmar tudo o que acontece em sua vida, mas fica implícito, se o público tiver boa vontade, um certo culto à própria imagem típico dos jovens atuais.

    Seu único amigo é o primo Matt (Alex Russell), com quem costuma sair para o colégio e para algumas festas. Num desses raros momentos de lazer, Andrew conhece Steve (Michael B. Jordan), aluno popular da escola que o convida para filmar uma gruta que ele e Matt encontraram. Ao explorar o local, o trio encontra um meteorito que pulsa e muda de cor quando se aproximam. A câmera sofre uma interferência e desliga. A partir daí, os jovens percebem que adquiriram superpoderes.

    Em sua primeira metade o filme segue em banho-maria mostrando os três se divertindo com os poderes que vão descobrindo ter. Mas é quando Andrew atinge o seu ponto de ruptura que Poder Sem Limites toma um rumo interessante, uma nova perspectiva de um jovem dono de poderes especiais. E se o controle for perdido? E se em vez de herói, se optar por ser vilão? Daí em diante a trama se encaminha para um desfecho trágico, numa mistura de duelo X-Men com a explosão de fúria de Carrie, A Estranha.

    Sim, o roteiro tem alguns furos difíceis de engolir e outros tantos mais aceitáveis. Ainda assim o diretor Josh Trank e o roteirista Max Landis (filho do diretor John Landis, de Um Lobisomem Americano em Londres) levam às telas um filme que está acima da média no gênero “câmera subjetiva”. Por sinal, a dupla de realizadores merece um elogio pela sacada de fazer o protagonista usar seus poderes para fazer a câmera levitar a seu redor em dado momento do filme. Isso livra a audiência da nauseante (e irritante) câmera tremida. O público adolescente, alvo do filme, vai curtir.