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    POLTERGEIST - O FENÔMENO

    Nova versão não tem o mesmo impacto do original
    Por Pedro Tritto
    21/05/2015

    Pode-se afirmar que Poltergeist, de 1982, é um dos melhores filmes de terror de todos os tempo. Feito em uma época que o gênero estava em evidência (nessa mesma década foram lançados também A Hora Do Pesadelo e Sexta-feira 13), o longa, dirigido por Tobe Hooper e produzido por Steven Spielberg, tornou-se uma referência no meio por ser ousado, ao mostrar que nem a própria casa era um lugar seguro.

    Além disso, o longa original não era somente um filme de terror, mas também um filme inteligente, pois assustava as pessoas com objetos comuns do dia a dia, como um aparelho de televisão, por exemplo. Infelizmente, isso não se repete na nova versão, agora dirigida por Gil Kenan e produzida por Sam Raimi, o mesmo da primeira trilogia do Homem-Aranha.

    Sem despertar grandes sustos, Poltergeist - O Fenômeno até resgata os elementos clássicos e procura manter a essência do original. Para isso, investe na presença de efeitos bem mais avançados, em relação aos de 1982. É perceptível que as cenas mais famosas, como a da pequena Maddy (Kennedi Clements) em frente ao aparelho de televisão escutando vozes estranhas, ganhou um realismo maior com a nova tecnologia.

    E é óbvio que essa contribuição tecnológica, além de ser bem feita, ajuda na diversão, principalmente nas cenas famosas, mas, infelizmente, isso não é suficiente para causar um novo impacto, principalmente nas pessoas que curtem o filme de Hooper.

    A verdade é que o longa cai nas armadilhas dos clichês e, pior, não assume uma identidade, ou seja, não sabe se apenas reproduz a obra original ou se traz algo novo para um público mais jovem.

    A trama acompanha o recém desempregado, Eric Bowen (Sam Rockwell), que se muda com a esposa, Amy Bowen (Rosemarie Dewitt), e os três filhos, Kendra (Saxon Sharbino), Griffin (Kyle Catlett) e Madison (Clements), para uma casa no subúrbio. Eric acabou de perder um bom emprego e Amy é uma escritora que não escreve há bastante tempo e trabalha como dona de casa.

    Enquanto tentam se adaptar a nova realidade, o casal tenta lidar com os descontentamentos e inseguranças dos filhos, principalmente de Kendra e Griffin, os dois mais velhos. No entanto, tudo começa a mudar quando Maddy, começa a ouvir coisas estranhas e é sequestrada por forças malignas, fazendo com que os pais busquem ajuda de especialistas.

    Se no longa de 82 o foco eram os eletrodomésticos famosos da época, essa nova versão deixa de aproveitar os aparelhos tecnológicos atuais. Celulares e tablets estão presentes no filme, mas são irrelevantes para o desenvolvimento da trama, o que é uma pena.

    Apesar de tentar contar a história de um clássico de uma maneira moderna, o novo Poltergeist está longe de ser uma referência e não causa o mesmo impacto que o filme de 33 anos atrás. Quem não viu o original até pode encontrar uma boa opção de entretenimento, afinal, o longa é dinâmico e consegue prender a atenção até o fim. No entanto, os fãs do filme de Hooper serão melhor servidos ficando longe dos cinemas, pois podem se decepcionar com o resultado final.