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    PRESSÁGIO

    Por Angélica Bito
    09/04/2009

    Se dependesse de Hollywood, o planeta já teria sido destruído das mais diferentes formas possíveis. Presságio, novo filme dirigido por Alex Proyas (que volta a filmar depois de Eu, Robô, de 2004), é mais um filme catástrofe que imagina a destruição do mundo, apresentando-se numa trama com fundo científico.

    A história começa em 1959, quando uma cápsula do tempo é enterrada numa escola. Lucinda Embry (Lara Robinson) é uma aluna muito esquisita que ouve vozes e sua mensagem na cápsula do tempo é uma sequência de números aparentemente sem sentido. Cinquenta anos depois, o pequeno Caleb (Chandler Canterbury), que estuda nesta mesma escola, acaba recebendo a tal mensagem numérica da menina esquisita. O pai, o professor de astrofísica John Koestler (Nicolas Cage), começa a se interessar em descobrir o que significam as sequencias que a menina escreveu.

    A partir daí, desenvolve-se uma complicada (no mau sentido) trama envolvendo teorias da conspiração, fim do mundo e seres misteriosos que sussurram, até. Nota-se que Proyas tenta fazer o que pode para tornar esta trama mais palatável ao espectador, mas é impossível conquistar o respeito do público tendo um roteiro como este. Os diálogos são inverossímeis, mas não mais do que a atuação de Nicolas Cage, cada vez mais canastrão. Principalmente no uso da trilha sonora (várias vezes excessiva, fato já usual em Hollywood), Presságio lembra Além da Imaginação, podendo ser encarado como um episódio ruim e excessivamente longo da clássica série de suspense.

    Presságio pode ter efeitos especiais impressionantes e uma direção concisa, mas isso não é o suficiente para envolver o espectador neste suspense quando temos um roteiro ruim e um protagonista pior ainda.